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Caminhoneiros reagem à decisão de Fux de suspender multas e estudam nova paralisação

Caminhoneiros reagem à decisão de Fux de suspender multas e estudam nova paralisação
Greve dos caminhoneiros parou o país por dez dias em maio. Foto: Arquivo

Em reação à decisão tomada na quinta-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que mandou suspender a aplicação de multas pelo descumprimento da tabela do frete até que a corte decida se a fixação de preços é constitucional, grupos de caminho­neiros passaram a discutir possível paralisação. Assembleias estavam marcadas para a noite de ontem (7) e para amanhã.

A data mais provável, se o movimento for deflagrado, é a noite do próximo domingo. Alguns integrantes estavam preocupados com o risco de o movimento atrapalhar a diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Existe também a possibilidade do dia 21, no início do feriadão de Natal.

Antes de decidir pela parali­sação, o movimento aguardava, basicamente, o desenrolar de negociações que estavam em curso em Brasília. Logo pela manhã, um grupo de caminhoneiros esteve na Advocacia Geral da União (AGU) para pedir que o governo entrasse com recurso contra a decisão de Fux. “Eles vão entrar no STF para rebater a suspensão, porque é preciso manter a caneta do presidente”, afirmou Wallace Landim, o Cho­rão, presidente da Cooperativa dos Transportadores Autôno­mos do Brasil (BrasCoop).

À noite, a AGU divulgou nota informando que estuda a melhor forma de fazer isso. Porém, de acordo com informações da área jurídica do go­verno, há pouco a fazer no curto prazo porque a decisão de Fux foi “ad referendum”. Assim, só poderá ser discutida quando for pautada no plenário, o que não tem data para acontecer.

Esse mesmo grupo de cami­nhoneiros esteve à tarde no Centro Cultural Banco do Brasil, onde funciona o escritório de transição. Tiveram contato com os futuros ministros da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e da Cidadania, o deputado Osmar Terra (MDB-RS).

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