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Gabigol entra na lista de desejos do Corinthians

Gabigol entra na lista de desejos do Corinthians
Gabigol recebia acima de R$ 500 mil no Santos. Foto: Ivan Storti/Santos FC

A diretoria do Corinthians promete trazer, pelo menos, três reforços de peso para 2019, e o atacante Gabigol, de 22 anos, poderia ser um deles. Nos últimos dias, os cartolas alvinegros sondaram os agentes do jogador, mas o alto salário e a vontade do atacante de voltar para a Europa dificultam a negociação.

Além disso, o Corinthians terá de encarar a concorrência do Flamengo, que também demonstrou vontade de contar com o jogador.

O próprio atacante – arti­lheiro do último Campeonato Brasileiro, com 18 gols – agradeceu o interesse dos dois clubes, mas disse também que seu objetivo, neste momento, é voltar para a Inter de Milão, clube com o qual tem contrato até 2021.

“Agradeço as especulações. Não sei se é verdade, mas ter meu nome (especulado) em alguns times me deixa honrado. O que eu sei é que volto para a Inter. Depois a gente conversa e vê o que é melhor”, disse Gabigol, que atuou por empréstimo pelo Santos nesta temporada.

O artilheiro comentou, ain­da, que tem o desejo de ves­tir a camisa do Flamengo um dia. “Só não sei quando isso vai acontecer”, afirmou.

Ao voltar para a Inter, Ga­bigol espera, enfim, provar o seu valor no futebol europeu. Contratado em 2016 pelos italianos por € 27 milhões (ou R$ 100 milhões, à época), o atacante não conseguiu se firmar no time da Bota e acabou emprestado ao Benfica, antes de regressar ao Brasil.

Para contar com Gabigol neste ano, o clube da Vila Belmiro teve de desembolsar € 1,7 milhão (R$ 6,6 milhões) pelo empréstimo do jogador.

Na temporada, o atacante fez 52 partidas pelo time praiano e marcou 27 gols. Gabigol ainda não sabe se será aproveitado no clube italiano ou emprestado novamente.

Após início difícil no Santos, Gabigol deslanchou após a chegada do técnico Cuca e terminou a temporada com prêmios de melhor atacante e artilheiro do Brasileiro.

SALÁRIO

Para fechar com o Co­rin­thians, Gabigol teria de se enquadrar na política salarial do alvinegro. O presidente Andrés Sanchez já afirmou diversas vezes que não vai fazer loucuras por reforços, principalmente pagar montante acima do teto do elenco.

Atualmente, Cássio, Fagner e Jadson recebem os maiores salários do alvinegro, com R$ 450 mil mensais cada um. No Santos, os vencimentos de Gabigol situavam-se acima de R$ 500 mil, por exemplo.

“Eu não vou fazer esse tipo de loucura. A conta um dia vem”, comentou Andrés, recentemente. “Vamos procurar jogadores com um pouco mais de cancha para completar com os garotos que temos lá”, emendou.

 

Carille diz que negociação com o alvinegro está adiantada

O técnico Fábio Ca­rille, 45 anos, falou ontem (5) pela primeira vez sobre a negociação que mantém com o Corinthians para retornar ao clube. Em entre­vista concedida à TV MBC, emissora da Arábia Saudita, o treinador afirmou que o acerto com o alvinegro está bem encaminhado.

“A negociação está bem adiantada. Vamos esperar os próximos dias, mas a diretoria (do Al Wehda) está 100% ciente do que está acontecendo aqui”, disse Carille, referindo-se ao seu atual clube. “Tem coisas que não dá para falar agora, não. Vamos esperar os próximos dias”, acrescentou.

Carille deve se desligar do time saudita depois da próxima quinta-feira, pois comandará o Al Wehda nos próximos dois jogos da equipe, conforme pedido do xeque que comanda o clube.

Quarto colocado na competição nacional, o clube ain­da procura um substituto para o brasileiro. Amanhã, a equipe enfrentará o Al-Taawon, que está no quinto lugar. No dia 13 terá pela frente o Al-Ettifaq, que está em sétimo. Só depois o treinador será liberado para se apresentar ao Corinthians.

A liberação de­pende ain­da do pagamento da mul­ta no valor de US$ 750 mil (R$ 2,9 milhões).

O brasileiro chegou à Arábia Saudita em maio, justamente após deixar o Parque São Jorge. Na época, assinou contrato até 2020.

Carille foi o escolhido pelo Corinthians para subs­tituir Jair Ventura, de­mitido no início da semana após o fraco desempenho à frente da equipe, que terminou o Campeonato Bra­sileiro apenas na 13º colocação, além de ter lutado até a penúltima rodada para evitar novo rebaixamento à Série B.

 

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