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Bolsonaro quer votar reforma da Previdência no 1º semestre

Bolsonaro quer votar reforma da Previdência no 1º semestre
Bolsonaro deu entrevista ao deixar o QG do Exército. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Um dia depois de admitir que poderá apresentar uma proposta fatiada de reforma da Previdência, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que as mudanças nas regras de aposentadoria devem ser votadas no primeiro semestre de 2019. “No primeiro mês é impossível, nos primeiros seis meses com toda a certeza, o Congresso começará a votar essas propostas”, disse ao deixar o QG do Exército na tarde desta quarta-feira (5).

Bolsonaro repetiu que antes de encaminhar o texto ao Le­gislativo, vai convidar os líderes partidários para começar a discutir a proposta. “Não adian­ta apresentarmos uma boa proposta, um bom projeto, que acaba ficando na Câmara ou no Senado. Será o pior dos quadros possíveis”, afirmou.

Bolsonaro repetiu que seu objetivo é iniciar as mudanças nas regras de aposentadoria pela idade mínima. “O que mais interessa, em um primeiro momento, é a idade mí­nima. Então, vamos começar com essa, é a ideia, mas pode mudar e isso não quer dizer que houve recuo, é sinal que houve mais negociação”, disse.

Questionado sobre se pretende aproveitar o alto índice de aprovação que normalmente um presidente tem em seu primeiro ano de governo para votar a reforma no Congresso, afirmou não ter ascendência sobre os parlamentares.

“Você está me vendo como presidente já? Não sou presidente. Não tenho a ascendência sobre o parlamento. Sabemos que tem parlamentar que gostaria que, não são todos, que a forma de fazer política fosse a anterior. Respeitamos o parlamento, mas não pretendemos avançar nessas direções”, respondeu.

Em seguida, disse que pretende aprovar o projeto ainda em seu primeiro ano de go­verno. “Se fosse possível votaria logo no dia primeiro de feve­reiro, mas temos de respeitar o calendário, a tramitação de proposições. Pretendemos aprovar porque não é uma proposta minha; é do Brasil. Se continuarmos sem fazer reformas, daqui a pouco estaremos na mesma situação que a Grécia esteve há pouco tempo. Seria um dos piores quadros no meu entender”, afirmou.

Bolsonaro não soube dizer o que será priorizado na pauta econômica de seu governo, se privatizações ou a agenda de reformas.Também não deta­lhou quais mudanças pretende fazer na estrutura tributária ou nas leis trabalhistas. “É uma boa pergunta para se fazer para o Paulo Guedes, o nosso posto Ipiranga… porque é bastante complexo (questão tributária)”, destacou.

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