Saúde e Beleza

Detecção e mortalidade ligadas à Aids diminuem no Brasil

Tanto a detecção quanto a mortalidade ligadas à Aids têm caído nos últimos dez anos no Brasil, mostra relatório apresentado nesta terça-feira (27) pelo Ministério da Saúde. Por outro lado, as taxas de infecção pelo HIV em gestantes têm tendência de aumento, o que não necessariamente representa mais pessoas com o vírus.

Desde 2007, a detecção de casos de Aids diminuiu cerca 9% no país. Isso não necessariamente demonstra uma realidade uniforme no país. Enquanto as regiões Sudeste e Sul apresentaram tendência de queda na última década, Norte e Nordeste mostram crescimento na detecção

Por sua vez, as taxas de mortalidade (considerando o número de mortes a cada 100 mil habitantes) apresentaram queda de 14,8% entre 2007 e 2017. Só no estado de São Paulo, por exemplo, houve queda de 41% nesse mesmo intervalo de tempo.

A variação regional também se faz presente na questão da mortalidade. Se no Sudeste, Sul e Centro-Oeste houve queda, todos os estados do Norte e Nordeste apresentaram crescimento no coeficiente de mortalidade.

Um dos pontos que chamam a atenção no relatório é a tendência de aumento na detecção de HIV em gestantes. Na última década, o crescimento foi de 21,7%. Contudo, o relatório associa a alta à maior disponibilização de testes rápidos, ampliação dos serviços de pré-natal e, portanto, maior prevenção na transmissão da mãe para o bebê.

Em compensação, desde 2007 observa-se uma queda expressiva -em todas as regiões do país- na transmissão de HIV de mãe para filho, com diminuição de 42%.

Segundo os dados apresentados, a maior parte das gestantes com HIV têm somente entre a quinta e a oitava série incompletas.

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