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Michels diz que conta com Estado e Bolsonaro para melhorar a segurança

Michels diz que conta com Estado e Bolsonaro para melhorar a segurança
Michels: Bolsonaro falou que bandido bom é bandido morto. Vamos ver realmente a efetividade do que declarou. Foto: Arquivo

Os moradores de Diadema têm reclamado dos constantes assaltos e, inclusive, diversos vídeos postados nas redes sociais mostram crimes supostamente cometidos no município.

“A sensação de insegurança é muito grande. Toda semana tem alguém que conhecemos que foi assaltado. Minha mulher sai ainda de madrugada para trabalhar. Por medo, espero no ponto com ela até o ônibus passar”, afirmou um morador do Serraria, que não quis se identificar.

Na região central, segundo os munícipes, além dos assaltos, a Praça da Moça também é motivo de preocupação. “Costumo vir aqui com minha filha, mas tenho medo de ser assaltada. Venho perto do meio-dia e não trago nem celular, porque mais à tarde jovens usam drogas e todo mundo sabe”, disse Ana Carolina Souza, que na última quarta-feira (14) levou sua filha para andar de bicicleta na praça.

Em entrevista exclusiva ao Diário Regional, o prefeito Lauro Michels (PV) afirmou que segurança não é atribuição do município, mas que a cidade arca com o ônus, ao destacar que o assalto filmado e divulgado na última segunda-feira em jornal da TV Globo e nas redes sociais não ocorreu em Diadema.

“Problemas existem, mas não ocorrem só em Diadema. Segurança não é atribuição do município. Além disso, a polícia precisa ter mais autonomia para agir e melhor estrutura. Para isso contamos com o Estado e a União e, agora, com o (presidente eleito Jair) Bolsonaro (PSL), que falou que bandido bom é bandido morto. Vamos ver realmente a efetividade do que declarou. Não existe outro meio: ou age com tolerância zero, ou só vai piorar”, destacou.

Segundo Michels, a Guarda Civil Municipal – que não tem poder de polícia – conta com 200 homens, divididos em quatro turnos para cobrir toda a cidade. “São 25 homens por turno. É pouco para uma cidade inteira”, afirmou.

O prefeito também destacou os últimos índices de criminalidade divulgados. “Temos os menores índices das cidades do ABC. Tivemos apenas um homicídio e nenhum latrocínio. Os índices estão aí. Só que índice não é segurança. Uma coisa é a sensação de segurança na rua, outra são os números”, pontuou.

Michels ressaltou que há projeto para instalação de câmeras de vigilância em andamento, mas que os equipamentos não inibem os assaltos. “Os criminosos roubam com câmeras. Basta ver nos ônibus, onde há câmeras e os assaltos acontecem. Então, câmeras não resolvem o problema. Ajudam, mas não resolvem”, afirmou.

Para o prefeito, o efetivo da polícia precisa ser recomposto. “Fiz isso na Guarda. Fiz o mínimo, mas hoje virou o mínimo do mínimo, porque falta militar, falta civil, e quem contrapõe isso? O município. Estamos ficando com a responsabilidade do Estado e da União, que não é minha, mas a oposição maldosa fala besteira. Se o povo pesquisar bem, não vota em quem fala besteira. O povo tem de parar de votar em quem promete o que não pode ser feito.”

2 Comentarios

  1. Que vergonha ouvir isso , quer dizer que os municípios vizinhos que tanto investem na sua GCMs e reconhecem a Guarda civil municipal como polícia , pela lei 13.022 , Diadema e o seu prefeito se negam a aceitar a segurança pública como responsabilidade de município, alguém do jornal por favor mostre ao nosso prefeito a lei 13.022 pra ele por favor .

  2. A Gcm de Diadema e aliás todas as gcms do Brasil tem poder de polícia sim,o digníssimo prefeito adora falar essa frase simplesmente pra se livrar da obrigação de proteger seus munícipes,consulte lei 1322/14 que dá poder de polícia as gcms.

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