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Corinthians e São Paulo empatam e mantêm pressão sobre técnicos

Corinthians e São Paulo empatam e mantêm pressão sobre técnicos
O Corinthians, de Pedrinho, manteve o tabu contra o São Paulo, de Bruno Alves. Foto: Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

Se o objetivo de Corinthians e São Paulo era vencer o clássico deste sábado (10) para dar tranquilidade aos seus técnicos, o empate por 1 a 1 só aumentou pressão sobre os dois comandantes.

Jair Ventura e Diego Aguirre terão agora apenas mais cinco jogos para alcançar seus respectivos objetivos: escapar do rebaixamento e conseguir a vaga na Libertadores.

Após o vice-campeonato da Copa do Brasil, Jair vem sofrendo duras críticas da torcida corintiana por não conseguir fazer seu time deixar definitivamente a briga contra o rebaixamento.

O empate fez o Corinthians chegar a 40 pontos. Contudo, até o fim da rodada a equipe pode ver a distância para a zona de rebaixamento diminuir pela metade. O time tem hoje seis pontos de vantagem para Vitória, América-MG e Chapecoense, trio empatado com 34 pontos e primeiros na zona de descenso.

Desses três, só os mineiros já jogaram nessa rodada (e perderam para o Paraná por 1 a 0). Neste domingo (10), o Vitória recebe o Bahia e a Chapeoense visita o Santos e ambos, podem chegar a 37 pontos.

Dos próximos cinco jogos no torneio, o Corinthians terá três contra times de meio de tabela (Cruzeiro, Vasco e Atlético-PR), um justamente contra a Chapecoense e encerra o torneio contra o Grêmio, fora de casa.

O empate, porém, mantém a invencibilidade do Corinthians contra o São Paulo no Itaquerão. São agora 11 jogos, com três empates e oito vitórias. A última vez que o Tricolor venceu o adversário como visitante foi em 2014, mas em partida foi disputada no estádio do Pacaembu.

Com 58 pontos e na quarta posição, o São Paulo pode ser ultrapassado ainda nesta rodada pelo Grêmio, caso este vença sua partida contra o Vasco, neste domingo (11).

Na sequência do campeonato, o time de Aguirre tem pela frente justamente a equipe gremista em duelo que vale vaga na zona de classificação direta para a Libertadores.

Se chegou a liderar o Campeonato Brasileiro por oito rodadas, hoje é consenso dentro do São Paulo de que o principal objetivo é a vaga direta na competição continental. É daí que vêm as críticas ao comandante do time tricolor.

Para isso, o treinador uruguaio terá dois jogos seguidos dentro do estádio do Morumbi (além do já citado Grêmio, recebe também o Cruzeiro).

Depois, viaja ao Rio para encarar o Vasco, recebe o Sport e encerra o torneio em Chapecó. Essas três últimas equipes brigam, hoje, na metade de baixo da tabela.

A boa notícia para Aguirre é o retorno de Everton, que não jogava há mais de um mês e, desde o início do segundo turno, sofre com uma série de lesões consecutivas.

A baixa foi Gonzalo Carneiro, que saiu lesionado ainda na primeira etapa da partida. Segundo a assessoria do clube, sua situação médica completa será divulgada na próxima segunda-feira (12).

Dentro de campo, o primeiro tempo da partida foi marcado por polêmicas envolvendo a arbitragem.

Um gol não marcado em que a bola ultrapassou completamente a linha da meta, além de um pênalti não assinalado pelo árbitro Rodolpho Toski revoltaram os jogadores da equipe corintiana.

Não bastasse, o meia chileno Araos ainda foi expulso no último lance da primeira etapa, após levar o segundo amarelo por falta em Reinaldo. “Está virando costume”, disse Jadson sobre erros que prejudicaram sua equipe.

Mesmo com um a menos, o Corinthians abriu o placar, com Ralf, aos 26 minutos. O empate aconteceu nove minutos depois, com o jovem Brenner, 18, que entrou justamente no lugar de Carneiro.

 

CORINTHIANS 1 X 1 SÃO PAULO

Gols: Ralf, aos 26, e Brenner, aos 35 minutos do 2º tempo. Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR). Cartão vermelho: Araos. Renda: R$ 1.911.492,99 (43.122 pagantes). Estádio: Arena Corinthians, neste sábado (10).

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Léo Santos, Henrique e Carlos; Ralf e Araos; Pedrinho (Clayson), Jadson e Romero; Danilo (Thiaguinho). Técnico: Jair Ventura.

SÃO PAULO
Jean; Arboleda, Bruno Alves e Anderson Martins (Everton); Bruno Peres, Jucilei (Nenê), Hudson, Liziero e e Reinaldo; Gonzalo Carneiro (Brenner) e Diego Souza. Técnico: Diego Aguirre.

 

Andrés detona a CBF e diz que árbitro é incompetente

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, transmitiu após o jogo deste sábado (10) todo o sentimento de revolta dos corintianos pelos erros de arbitragem que marcaram o clássico contra o São Paulo. Como o Corinthians foi prejudicado em dois lances capitais, o cartola saiu esbravejando contra o árbitro e também contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“O Corinthians já foi beneficiado e prejudicado, mas esse ano está demais. Todo mundo viu (que a bola entrou no gol), 44 mil pessoas viram. O árbitro é incompetente e irresponsável”, disse Sanchez. “O árbitro atrás do gol e o bandeirinha estão na linha da bola. Eles até pediram perdão para o Cássio durante o jogo”, emendou o cartola.

Andrés ainda cobrou do Coronel Marinho, chefe da comissão de arbitragem da CBF, pedido público de desculpas ao Corinthians. “Não vou na CBF, vou lá fazer o quê? Ele (Coronel Marinho) tem de pedir desculpas em uma entrevista coletiva”, cobrou.

O meia Jadson também saiu soltando os cachorros. “Fizemos um gol legítimo e aí tem juiz, bandeirinha e a merda do juiz lá atrás (do gol) e ninguém vê. Toda vez erram contra o Corinthians. É brincadeira”, reclamou.

Durante o duelo, o Twitter do Corinthians postou mensagem em tom irônico questionando se o árbitro do jogo era Carlos Amarilla, o paraguaio que cometeu uma série de erros contra o clube na Libertadores de 2013 e ajudou o time a ser eliminado pelo Boca Juniors nas oitavas de final.

 

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