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Suspeitos foragidos se entregam e negam envolvimento em assassinato do ex-são-paulino Daniel

Dois suspeitos de participação da morte do jogador Daniel Corrêa se apresentaram nesta quinta-feira (8) à Polícia Civil do Paraná. Igor King, 19 anos, e David Willian Villeroy da Silva, 18, tiveram as prisões preventivas decretadas na quarta e eram considerados foragidos.

Os dois falarão oficialmente à Polícia a partir das 10h desta sexta-feira. Serão ouvidos separadamente e, segundo o advogado dos dois, Robson Domacoski, sustentarão a tese de que a ideia era “dar um susto em Daniel deixando o jogador pelado na rodovia”.

David, que era “paquera” de Allana Brittes, filha de Edison Brittes, acusado de ser o autor do crime, será o primeiro a ser ouvido. Igor falará em seguida.

Robson Domacoski afirmou que “todos os homens da casa bateram em Daniel”. “Todos da casa bateram no Daniel. Quando é anunciado a tentativa de estupro, isso gera revolta em todos que estão em volta. Então é natural que tome atitude de repúdio. Quando foi anunciado pelo Edison, foi aquela gritaria dizendo que era uma tentativa de estupro e isso é natural. Os meninos tentaram segurar, os outros passaram a bater”, disse.

“Eles vão falar a verdade, vão com a intenção de colaborar com a Justiça. Existe muita especulação sobre o caso e muitas histórias confrontantes. Eles vêm trazer a verdade para a autoridade policial fazer análise de tudo que aconteceu”, afirmou Domacoski.

O outro advogado de Igor e David, Allan Smaniotto, falou na manhã desta quinta-feira à RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, que os dois não participaram da morte do jogador, mas admitiram que os entraram no carro de Edison Brittes.

“Eles não participaram da morte do jogador. Estavam no carro, mas da morte não participaram. Eles ficaram amedrontados”, disse Smaniotto.

Igor e David são suspeitos de terem participado das agressões ao jogador Daniel em um “after party” na casa de Edison Brittes Júnior, que assumiu a autoria do crime e está preso.

Além de Igor King e David Villeroy, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, 19 anos, é acusado de participação nas agressões. Eduardo foi detido na quarta-feira em Foz do Iguaçu (PR).

Edison Brittes Júnior assumiu a autoria do crime e está preso. Em seu depoimento na última quarta-feira, ele contou sua versão do crime e disse ter mentido para proteger testemunhas.

 

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