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Consórcio reforça aproximação com CGE SP para aprimorar monitoramento no ABC

Consórcio reforça aproximação com CGE SP para aprimorar monitoramento no ABC
Pauta da reunião mensal da entidade também incluiu pleitos para limpeza
dos piscinões da região e retomada de convênio para auxílio-aluguel. Foto: Divulgação/Consórcio

Com o objetivo de aprimorar o Centro de Gerenciamento de Emergências ABC (CGE ABC), mantido pelo Consórcio Intermunicipal ABC, a assembleia mensal da entidade regional recebeu nesta terça-feira (6) representantes do CGE da Prefeitura de São Paulo, referência nacional no monitoramento das condições meteorológicas.

O vice-presidente do Consórcio e prefeito de Santo André, Paulo Serra, ressaltou que reforçar a aproximação entre os dois GCEs possibilita aumentar a prevenção dos transtornos e melhorar os serviços prestados à população do ABC. “A experiência do GCE de São Paulo representa uma contribuição muito gratificante e possibilita uma grande troca de experiência para ações ainda mais eficientes do nosso CGE”, afirmou.

Inspirado em modelos preventivos de outras metrópoles mundiais, o CGE SP foi criado em novembro de 1999, explicou o engenheiro Civil e gerente da unidade, Hassan Barakat. “É um trabalho para salvar vidas humanas, fruto de ações preventivas que não acontecem apenas no período de chuvas. Sempre dizemos que nada paga o preço de uma vida”, destacou o engenheiro.

O CGE ABC é a primeira unidade regional do gênero no País. Inaugurado em dezembro de 2017 e instalado na sede do Consórcio, o equipamento realiza o monitoramento das condições meteorológicas na região, fornecendo com antecedência informações sobre a quantidade e intensidade das chuvas, proporcionando integração, agilidade e eficácia às ações das equipes de Defesa Civil.

Piscinões

Reivindicação recorrente do Consórcio, a limpeza dos 19 piscinões da região também integrou a pauta da assembleia. Os serviços estão sob responsabilidade do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), vinculado à Secretaria Estadual de Saneamento e Energia. A manutenção dos reservatórios compreende corte de mato, limpeza e desassoreamento permanentes.

Para o vice-presidente do Consórcio, é fundamental que se estabeleça uma agenda para potencializar as ações. “Vamos acionar o Governo do Estado sobre a manutenção e limpeza dos piscinões para solicitar um cronograma de ações para o período de chuvas”, explicou Paulo Serra.

O acompanhamento dos serviços é realizado por meio de equipes técnicas de cada um dos municípios, com coordenação do Grupo de Trabalho (GT) Drenagem Urbana do Consórcio.

Auxílio-aluguel

A pauta da assembleia incluiu ainda o pleito para a retomada do convênio para o Governo do Estado custear 50% do valor do auxílio-aluguel das famílias removidas das áreas de risco na região.

O compromisso deveria ter sido firmado até julho, pois o Código Eleitoral veda a realização de transferência voluntária de recursos do Estados aos municípios e aos consórcios públicos nos três meses que antecedem eleições. Sem o convênio, cada cidade tem de arcar com os custos totais destes auxílios.

A retomada do convênio é uma demanda do Consórcio, conforme pontuou o vice-presidente da entidade. “Nossa intenção é que o Estado retome esse programa de auxílio-aluguel. Enviamos um oficio em junho e estamos na iminência de ter um retorno, possivelmente até o próximo mês”, afirmou Paulo Serra.

Conforme o levantamento mais recente pelo Consórcio, o número de famílias em áreas de risco iminente que recebem o auxílio-moradia no ABC atualmente é de 247 no município de Santo André, seguido de Mauá (78), São Bernardo do Campo (58), Ribeirão Pires (12) e Rio Grande da Serra (9).

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