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Polícia Federal apreende adesivos irregulares de Doria

Por ordem da Justiça Eleitoral, agentes da Polícia Federal fizeram uma operação de busca e apreensão de material irregular no comitê de campanha de João Doria na capital de São Paulo e em outros 14 endereços do PSDB no interior do estado.

Como antecipou a Folha de S.Paulo, o material alvo da ação, na manhã des­ta sexta-feira (19), prega o voto Bolsodoria, isto é, a dobradinha Jair Bolsonaro (PSL) presidente e Doria governador.

Os adesivos são irregulares porque apócrifos, segundo a acusação feita pela campanha adversária, de Márcio França (PSB). Estavam sem os dados exigidos pela legislação eleitoral: o nome dos candidatos a vice nas chapas estadual e presidencial, o CNPJ da gráfica responsável pela confecção, a dimensão das peças e a tiragem.

A produção do material foi feita pela campanha de Doria, que tem acenado para o eleitorado de Bolsonaro, líder das pesquisas na disputa presidencial. O capitão reformado, no entanto, decidiu não declarar apoio ao tucano em São Paulo.

Na semana passada, Doria viajou ao Rio de Janeiro para um encontro com Bolsonaro, mas não foi recebido pelo deputado federal.
O candidato a governador confirmou a produção do material sem CNPJ, mas disse ser uma quantidade pequena.

“A Coligação Acelera São Paulo está organizando um grande adesivaço em todo o Estado de São Paulo para o sábado (20). Durante a semana, detectou que numa pequena fração dos impressos não havia a menção ao CNPJ. A distribuição desse lote foi suspensa. O material ficou retido na sede do comitê eleitoral”, afirmou Doria, em nota. “A campanha está segura de que o material que distribui está perfeitamente a­dequado a todos os requisitos da legislação eleitoral.”

A busca na capital paulista ocorreu no escritório de PSD e PSDB localizado no Edifício Joelma, no centro. O local foi usado por Ge­raldo Alckmin, o candidato à Presidência do PSDB no primeiro turno, mas agora está servindo de suporte à campanha de Doria.

Segundo o Painel apurou, os policiais levaram diversas amostras de propaganda do tucano. No início da tarde, a Justiça Eleitoral autorizou a busca em escritórios do PSDB em 14 cidades paulistas.A campanha de Doria disse que a operação pelo interior foi infrutífera e não foi encontrado material irregular.

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