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Preço da gasolina cai nas refinarias, mas segue em alta nos postos do ABC

Preço da gasolina cai nas refinarias, mas segue em alta nos postos do ABC
Gasolina ficou 0,49% mais cara nos postos do ABC na semana passada. Foto: Arquivo

O preço da gasolina mantém trajetória ascendente nos postos do ABC, apesar da que­da do valor co­brado das distribuidoras nas refinarias da Petrobras. Na semana passada, o combustível voltou a atingir o maior valor nominal (sem considerar a inflação) da pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), iniciada em 2004.

Segundo o levantamento, com dados compilados pelo Diário Regional, a gasolina era vendida por R$ 4,459 o litro, em média, no início da semana passada na região, valor 0,49% superior ao apurado na pesquisa anterior (R$ 4,437).

Apesar do valor médio de R$ 4,459, a pesquisa da ANP mos­trou estabelecimentos de Diadema ven­den­do a ga­so­lina a R$ 5,099 o litro.

A trajetória de alta teve início na segunda semana de agosto e se mantém pratica­mente ininterrupta desde en­tão, reagindo a aumentos promovidos pela Petrobras nas refinarias, motivados pela alta das cotações internacionais e pela desvalorização cambial du­rante a campanha eleitoral.

Neste período, a gasolina subiu em média 6,45% nos es­tabelecimentos da região.

Porém, no dia 22 de se­tembro, a Petrobras iniciou série de cortes nos preços. Foram registrados cinco re­cuos desde então. O valor médio vigente para hoje (16) será de R$ 2,1490 por litro nas refinarias, 4,5% a menos do que o recorde atin­gido em meados de setembro.

Nas últimas semanas, a pesquisa da ANP detectou aumentos tanto no preço de venda das distribuidoras quanto na mar­gem de lucro média dos postos, o que explicaria a trajetória as­cendente nas bombas.

ETANOL

Com a gasolina em patamar recorde, o etanol segue vantajoso para os proprietários de carros flex pela 24ª semana consecutiva. O renová­vel foi vendido, em média, por R$ 2,726 o litro nos postos da região, o que corresponde a 61,1% do va­lor da gasolina.

O etanol é vantajoso quando a relação é inferior a 70%. Acima de 70,5%, a gasolina é a mais competitiva.

Porém, o derivado da cana de açúcar ficou 1,50% mais caro nos postos da região e subiu quatro centavos na semana passada. O impulso veio da demanda aquecida, por conta da paridade favorá­vel ao biocombustível.

Desde o início de agosto, os preços do renovável avançaram 10,1% nos postos da região. A tendência é de alta, à medida que se aproxima o final da safra de cana de açúcar.

 

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