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Famílias vão à Bolívia por ressarcimento pelo voo da Chape

Familiares das vítimas do acidente com o voo da Chapecoense irão até a Bolívia hoje (10) para uma série de reuniões com representantes do governo boliviano, da agência aérea nacional, da seguradora e da corretora de seguros do voo da LaMia, empresa aérea que ope­rou o trajeto entre Santa Cruz de La Sierra até Medellín, na Colômbia, onde ocorreu o acidente. A ideia é cobrar o pagamento do seguro e conseguir apoio do governo vizinho para isso.

“O mote é a ajuda às famílias por parte do governo boliviano, para mover a DGAC (a agência aérea boliviana) e qualquer ajuda para a Fundação, para movimentar as coisas no país”, disse Abel Dias, especialista em seguros contratado pela Chapecoense para ajudar no caso. A comitiva será recebida pelo General Celier Arispe, diretor da agência aérea boliviana.

Na semana passada, os familiares, representados pela Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do voo da Chapecoense (AFAV-C), estiveram em Bogotá com uma agenda similar com o governo da Colômbia, que também faz a investigação sobre o voo.

A AFAV-C cobra explicações para a negativa do pagamento do seguro do voo por parte da seguradora e também para compreender como as agências aéreas de Brasil, Bolívia e Colômbia autorizaram o voo sem considerar válida a apólice, justificativa apresentada para o não pagamento.

“Visitamos a Bisa Corretora de Seguros e questionamos o fato de não terem reconhecido o sinistro, pela cláusula da exclusão geográfica”, disse Mara Paiva, esposa do ex-jogador e comentarista esportivo Mario Sérgio, morto no acidente.

“O valor que está sendo oferecido como ‘fundo humanitário’ é bem inferior ao valor da apólice, e só pagarão desde que se dê quitação para todas as instituições envolvidas no acidente. A Bisa está ado­tando postura muito dura, inflexível, em detrimento das famílias das vítimas, que nada têm a ver com a apólice firmada entre a seguradora e a LaMia. Até porque o destino do voo era a Colômbia”, comentou.

EMOÇÃO

Na Colômbia, familiares das vítimas puderam conhecer a sobrevivente Ximena Suárez, comissária de bordo do voo. “Foi a primeira vez que falei com um sobrevivente. Nunca tive coragem. Agora, achei que estava pronta. Precisava disso para me aproximar dos últimos minutos de vida do meu amor”, disse Mara Paiva, emocionada.

A AFAV-C também vai promover neste mês um encontro com as famílias e advogados em Chapecó, com o apoio do clube. Na ocasião, a associação pretende apresentar os resultados do trabalho de levantamento de informações e apresentaremos o projeto da “Fundação Vidas”, criada em conjunto com a Chapecoense, com lançamento previsto para novembro.

 

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