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Serra e Auricchio defendem permanência de Alckmin na presidência do PSDB

Serra e Auricchio defendem permanência de Alckmin na presidência do PSDB
Serra e Auricchio: “momento é de reflexão e de buscar entender o recado dado pela sociedade”. Foto: Arquivo

Os prefeitos tucanos de Santo André, Paulo Serra, e de São Caetano, José Auricchio Júnior, divulgaram nesta terça-feira (9) nota conjunta no qual defendem a permanência, na presidência nacional do PSDB, do ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável derrotado nas eleições do último domingo.

Quarto colocado e derrotado com o pior desempenho do PSDB desde 1998, Alckmin é alvo de ofensiva do candidato tucano ao governo paulista, João Doria, que defende a saída do ex-governador do comando do partido.

O posicionamento vai ao encontro do adotado pelo prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), aliado  de Doria, que defendeu na segunda-feira que a executiva nacional tucana antecipe a eleição para a presidência da sigla. Alckmin foi eleito em dezembro de 2017 para mandato de dois anos.

“Passadas apenas 48 horas do resultado das eleições, não é o momento de achar culpados e, muito menos, expor negativamente em praça pública nossos principais líderes. O momento é de reflexão e de buscar entender o recado dado pela sociedade brasileira, cidadãos e cidadãs do nosso país”, diz o manifesto de Serra e Auricchio.

“Um partido político não se constrói do dia para noite. Suas lideranças, que foram vitoriosas até aqui, não podem ser descartadas diante de um insucesso eleitoral. Temos certeza de que a história fará justiça ao sempre governador Geraldo Alckmin, que, pelos valorosos serviços prestados até aqui, conta com nosso integral apoio e solidariedade”, prossegue a nota conjunta.

“Justamente por não acreditar em extremismos e em soluções simples para problemas complexos é que defendemos a permanência de Geraldo Alckmin na presidência nacional do PSDB, para que, internamente, com sua experiência, possamos fazer nossa autocrítica e, unidos, ofereçamos novamente ao Brasil alternativa exitosa de boas práticas em políticas públicas”, conclui o texto.

Morando defende que o partido “precisa fazer autocrítica”, já que, avalia, “vem errando de 2016 para cá de maneira violenta”. Para o tucano, um dos passos seria a antecipação da eleição para o comando nacional. “O PSDB errou ao não ter punido (o senador) Aécio Neves e o (ex-governador Eduardo) Azeredo, bem como ao ter entrado no governo (de Michel) Temer. O partido perdeu sua identidade e está cometendo os mesmos erros do PT”, disse.

“É preciso que o partido seja recriado, e, naturalmente, que se troque seu comando, antecipando a eleição. Há a minha e outras vozes descontentes com a direção que o partido tem tomado, e, se a gente olhar quem compõe hoje a executiva nacional, a maior parte deles foi derrotada na eleição de domingo”, prosseguiu.

TRAIÇÃO

Durante reunião da executiva nacional do PSDB, nesta terça-feira, em Brasília, ao ser cobrado para fazer reavaliação do partido, Alckmin interrompeu Doria e insinuou que o afiliado político o traiu: “Traidor eu não sou”.

Desde domingo, o grupo de Doria se movimenta para enfraquecer adversários internos. O diretório municipal tucano expulsou Saulo de Castro, aliado de Alckmin, e Alberto Goldman, próximo ao senador José Serra, por traição – ambos apoiaram adversários de Doria. Porém, a executiva nacional desautorizou a expulsão.

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