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Fenabrave revisa projeções e prevê alta de 11,9% nas vendas de veículos em 2018

Fenabrave revisa projeções e prevê alta de 11,9% nas vendas de veículos em 2018A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Au­to­moto­res (Fenabrave) revisou, para cima, as projeções para o setor no encerramento de 2018. O ajuste foi motivado pelo bom desempenho nas ven­­­das ao longo deste ano.

A entidade, que representa as concessionárias, estima que os emplacamentos de automó­veis e comerciais leves crescerão 11,9% ante 2017, para 2,43 mi­lhões de unidades. Em julho, a previsão era de alta de 9,7%.

Na mesma comparação, a projeção de alta nas vendas de ca­minhões saltou de 24,8% pa­ra 38,2% e a do segmento de ônibus foi ajustada de queda de 4,1% para aumento de 23,2%.

Segundo dados divulga­dos ontem (2) pela Fena­brave, as vendas de carros e co­merciais le­ves so­­­­ma­­ram 204,7 mil uni­dades no mês passado, re­sul­tado 5,8% superior ao apurado em setembro de 2017, mas 14,4% inferior ao de agosto.

Com isso, os emplacamentos acumulam 1,779 milhão de veículos neste ano, aumento de 13,1% ante o apurado no mesmo período de 2017.

O presidente da Fenabra­ve, Alarico Assumpção Júnior, atri­­buiu o ajuste nas projeções a indicadores macroeconômicos mais favoráveis, como os índices de inadimplência, que estão nos patamares mais baixos desde 2011; e ao cres­cimento, mês a mês, da con­fiança do consumidor.

Assumpção Júnior ressal­tou que o número de dias úteis influenciou, negativamente, no comparativo entre agosto e setembro, mas a média diária de vendas comprova a retoma­da consistente do setor, só interrompida pela paralisação dos caminhoneiros e pela Copa do Mundo.

“Em setembro, o mercado sofreu reflexos negativos causados pela menor quantidade de dias úteis (19, contra 23 de agosto). Porém, é importante ressaltar que, na média diária, houve crescimento de 3,6% nos emplacamentos de carros e comerciais leves”, disse o presidente da Fenabrave.

“Além disso, diante do cli­ma das eleições, o mercado entra naturalmente em compasso de espera”, prosseguiu.
Especialistas apontam ain­da que há demanda reprimida no mercado, motivada pelo envelhecimento da frota circulante durante a fase mais agora da crise econômica.

PESADOS

Ainda segundo a Fena­bra­ve, as vendas de caminhões e ônibus somaram 8,6 mil unidades em setembro, com queda de 8,3% ante agosto, mas alta de 52,6% ante o apurado no mesmo mês de 2017.

No acumulado até setembro, o segmento registra emplacamentos de 66,4 mil veí­culos, crescimento de 43,7% ante o total licenciado em igual período do ano passado – resultado também influen­cia­­do pela necessi­dade de re­no­vação da frota e pela “super safra” do setor agrícola.

 

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