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Distribuidoras temem corrida aos postos antes do final de subsídio do diesel

Distribuidoras temem corrida aos postos antes do final do subsídio do diesel
Empresas defendem a retirada gradual do subsídio de R$ 0,30. Foto: arquivo

As distribuidoras de combustíveis temem uma corrida aos postos na véspera do fim da subvenção ao preço do óleo diesel, marcado para o dia 31 de dezembro. As empresas defendem uma retirada gradual do subsídio de R$ 0,30 por litro.

“Tem de haver uma transição, uma rampa (para a retirada gradual do subsidio)”, disse ontem (27) Luiz Henrique Guimarães, presidente da Raizen, que opera com a marca Shell. Ainda não há uma proposta para o tema, mas o mercado defende que o subsídio não seja estendido integralmente.

Na quarta-feira, o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse que o tema será debatido com equipes de transição após as eleições. A crise fiscal é um obstáculo para a manutenção do desconto por período mais longo. Este ano, o subsídio vai custar R$ 9,5 bilhões.

“Se houver este aumento (de R$ 0,30 por litro), certamente a gente terá de estar preparado”, disse o presidente da BR, Ivan de Sá, acrescentando que poderá ser necessário ampliar os estoques nos postos no fim do ano.

TRANSFERÊNCIA

Guimaraes apontou também a possibilidade de transferência indevida de recursos na cadeia dos combustíveis como uma das preocupações para o fim do subsídio. Segundo ele, as distribuidoras ou postos que tiverem comprado diesel mais barato ao fim de 2018 ganharão mais dinheiro quando o preço subir.

Movimento contrário ocorreu no início da subvenção. Em seus balanços, as três maiores distribuidoras do país apontaram perdas somadas de quase R$ 600 milhões com a venda, a valores mais baixos, de esto­ques comprados antes da ado­ção do subsídio.

 

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