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Após dez dias, Petrobras reduz preço da gasolina nas refinarias em 0,6%

Após dez dias, Petrobras reduz preço da gasolina nas refinarias em 0,6%
Gasolina era vendida nos postos do ABC ao maior valor nominal desde 2004. Foto: Arquivo

Depois de dez dias de estabilidade, a Petrobras reduzirá nesta terça-feira (25) o preço da gasolina em suas refinarias, para R$ 2,2381 o litro, 0,6% a menos do que o valor vigente até o dia anterior.

Nas bombas, o preço médio do litro do combustível atingiu, na segunda semana deste mês, o maior valor nominal (sem considerar a inflação) no ABC da pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), iniciada em 2004.

A escalada em período eleitoral joga pressão sobre a política de preços dos combustíveis no país.

Desde o último dia 14, a Petrobras mantinha a gasolina em suas refinarias em R$ 2,2514 por litro, o maior valor desde que a empresa passou a adotar reajustes diários, devido ao impacto da desvalorização do real e do aumento das cotações internacionais do petróleo.

A estabilidade era resultado do mecanismo de proteção anunciado pela estatal no dia 6 de setembro, que permite à sua área comercial segurar os preços por 15 dias em caso de pressões externas, como desvalorização cambial abrupta ou catástrofes naturais.

O preço das refinarias da Petrobras representa cerca de 35% do valor final de venda da gasolina nos postos, que atingiu na semana passada a média nacional de R$ 4,65 por litro, alta de 0,5% com relação à semana anterior.

Desconsiderando os picos pro­vocados pelo desabaste­cimento durante a greve dos cami­nhoneiros, trata-se do maior valor desde janeiro de 2008 (corrigidos pela inflação), quando a cotação do petróleo se aproximava dos US$ 100 (R$ 400, na cotação atual) por barril.

Em junho daquele ano, o petróleo chegou a bater em US$ 140 por barril (R$ 560).

Os preços do petróleo tipo Brent, usado como referência global, ultrapassaram a barreira dos US$ 80 (R$ 327) por barril nesta segunda-feira, atingindo o maior valor em quatro anos.

A alta nas cotações do petróleo respondeu à resistência de Arábia Saudita e Rússia a atender a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para aumentar a produção. O Brent fechou o pregão em alta de 3,1%, para US$ 81,20 por barril. A cotação WTI, outra referência, subiu 1,8% a US$ 72,08 o barril.

No domingo, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, incluindo a Rússia, maior produtor do mundo, reuniram-se na Argélia para encontro que terminou sem recomendação formal de aumento adicional da oferta para compensar o declínio do fornecimento do Irã.

Desde o início das sanções norte-americanas àquele país, os embarques de petróleo iraniano caíram em 500 mil barris por dia, disse no Rio a analista sênior da Agência Internacional de Energia, Tori Bosoni.

 

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