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Disputando a estadual, Polita Teixeira defende a renovação política e diz que não há união no ABC

Disputando a estadual, Polita Teixeira defende a renovação política e diz que não há união no ABC
Polita Teixeira, durante convenção do PHS: “entramos em cargo político para trabalhar”. Foto: Divulgação

Disputando pela primeira vez eleição, Polita Teixeira (PHS), candidato a deputado estadual, afirma que não há união no ABC, e que a representatividade da região na Assembleia Legislativa e na Câmara Fe­deral está aquém do que merece. Filho do ex-prefeito Aarão Tei­xeira e sobrinho do prefeito de Ribeirão Pires, Adler Teixeira, o Kiko (PSB), Polita defende a renovação dos quadros políticos no Estado de São Paulo.

Entretanto, segundo o candidato, os novatos na política já saem em desvantagem com relação aos que estão no po­der, porque quem disputa pela primeira vez a eleição precisa se fazer conhecido em curto espaço de tempo, enquanto quem já tem mandato trabalha a imagem ao longo da trajetória.

“Infelizmente não há unidade no ABC. Temos muitos candidatos e vem muita gente de fora pedir voto aqui, mas sem nenhum comprometimento com a nossa região. Muitos nomes novos que estão filiados em partidos de grande porte acabarão beneficiando candidatos de ou­tras regiões por conta do índice eleitoral, e, com isso, elegendo quem já está na vida política há mais tempo”, pontuou.

Para Polita Teixeira, é muito comum candidaturas a deputado estadual e federal apenas como trampolim para eleições posteriores. “Não é bom nem para o ABC, nem para a população. A população precisa entender que para os cargos de eleição proporcional o voto é para o partido e não para o candidato, do contrário este quadro não vai mudar”, afirmou.

PROJETOS PARADOS

Polita Teixeira afirma que em eventual mandato seu foco será a retomada de projetos para a região que estão parados, como a Alça do Rodoanel e estação da CPTM com integração com ônibus em Ribeirão Pires e o metrô do ABC. “A saúde também será prioridade, por isso, uma das propostas envolve a construção de hospital estadual para atender a microrregião de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Paranapiacaba, desafogando o sistema de saúde de Suzano e Mauá. O ABC possui dois hospitais esta­duais – Mário Covas (Santo André) e o Serraria (Diadema) -, que acabam ficando superlotados para suprir a demanda da região. Além disso, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra contam apenas com UPAs, tendo de recorrer a municípios vizinhos”, destacou.

Segundo o candidato, o cenário político nacional está muito conturbado, principalmente após o atentado contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), e por ser a eleição do “não pode”. Para driblar as dificuldades, Polita afirma que faz campanha como seu pai fez, há mais de 30 anos.

“Tenho percorrido as cidades para conversar diretamente com a população. Nas ruas, muitas pessoas até me falam: “nossa, nem parece período eleitoral, não vemos quase nada nas ruas” e eu tento explicar que a legislação está bem mais severa e que, muito do que se fazia no passado, já não é mais permitido, por isso que a campanha está mais tranquila aos olhos da população. Agora, pedir voto, olho no olho, de forma limpa, assim como meu pai fazia há mais de 30 anos, isso continua permitido”, destacou.

FAMÍLIA

O candidato afirmou que, em princípio, quem concorreria as eleições seria seu pai, mas a deputado federal. “Acontece que ficou doente e me questionou se assumiria esse compromisso dele, já que tinha dado a sua palavra. Para honrar o compromisso, aceitei o pedido dele.”

Polita Teixeira disse que ter família tradicional na política tem seus prós e contras. “Entre os pontos positivos, acredito que quem for votar em mim já conhece a trajetória política da minha família. Não é qualquer família que tem três irmãos que foram prefeitos – Aarão Teixeira (pai), José Teixeira e Kiko (tios) – sendo que, um deles, foi prefeito em duas cidades da região. Negativo, posso dizer que os grupos de oposição ficam com receio quando surge mais um da família na vida política, porque sabem que quando entramos em cargo eletivo é para traba­lhar. Não para satisfazer ego ou questões pessoais”, destacou.

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