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Disputa ao Planalto invade debate de candidatos ao governo de SP

Disputa ao Planalto invade debate de candidatos ao governo de SP
Debate com os candidatos ao governo foi promovido pela Folha, em parceria com o UOL e o SBT. Foto: Divulgação/SBT

Temas da acirrada disputa ao Planalto invadiram o debate com os candidatos ao governo de São Paulo promovido pela Folha de S.Paulo em parceria com o UOL e o SBT nesta quarta (19). Nos três blocos, postulantes ao cargo foram confrontados por adversários e jornalistas sobre declarações e propostas dos presidenciáveis de seus partidos ou coligações.

Tecnicamente empatado com Paulo Skaf (MDB) na liderança das últimas pesquisas, o tucano João Doria aproveitou para acenar ao eleitor antipetista em vários momentos e escalou as críticas ao candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, lem­brando que o ex-prefeito de São Paulo perdeu para ele no primeiro turno em 2016. “Em um ano de gestão fizemos mais do que nos quatro anos do seu candidato, o Haddad”, disse Doria a Luiz Marinho, candidato do PT.

Primeiro nas pesquisas de intenção de voto ao Planalto, Jair Bolsonaro (PSL) também foi trazido ao debate em vários momentos, em perguntas sobre segurança e mulheres. Marinho, por exemplo, elogiou o “bonito movimento Ele Não”, de mulheres contrárias ao deputado federal, e disse que evitaria “até mencionar o nome” do presidenciável.

Vestido com camiseta vermelha com o rosto do ex-pre­sidente Lula, preso por lavagem de dinheiro e corrupção, Marinho afirmou que o líder petista foi “preso de forma injusta” e que o Judiciário tem “atuado de forma transversa” no caso de Lula. Ao ser chamado de marqueteiro por Marinho no debate, Doria citou a camiseta do adversário para argumentar que é o petista quem faz um “marketing do mal”.

O governador Márcio França (PSB), candidato à reeleição e que está atrás de Doria e Skaf, partiu mais uma vez para o confronto com o último. Optou por citar as denúncias do presidente licenciado da Fiesp na Lava Jato, que investiga doações ao candidato na campanha de 2014.

O candidato do MDB res­pondeu que as citações a ele na Lava Jato foram feitas por pessoas “sem credibilidade” e que não há prova de que ele “tenha recebido qualquer recurso ou pago qualquer recurso ilegal”.

Marinho também teve de responder sobre denúncias. O petista foi questionado sobre a acusação de fraude e corrupção na licitação e construção do Museu do Traba­lho e do Trabalhador em São Bernardo, pela qual é réu. “Ser réu não é culpado. Tem um condenado aqui nesse debate e não sou eu”, disse. O petista se referia a Doria, que foi condenado à suspensão dos direitos políticos no mês passado pelo uso da marca Cidade Linda na Prefeitura de São Paulo. O tucano está recorrendo da decisão.

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