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Indústria puxa alta e contratações temporárias devem aumentar em 10%

Indústria puxa alta e contratações temporárias devem aumentar em 10%
Comércio começa a contratar visando à proximidade do Dias das Crianças e do Natal. Foto: Arquivo

O aumento da demanda de produção na indústria e de vendas no comércio com a proximidade das compras sazonais de Dia das Crianças, Natal e Ano Novo já movimenta o mercado de contratação temporária em todo o país. Dados da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) e Caixa Econômica Federal apontam que este ano deve ocorrer crescimento de 10% se comparado ao último quadrimestre de 2017. A projeção de alta é influenciada, principalmente, pelas contratações na indústria – em especial as do segmento farmacêutico, alimentar, quí­mico e agroindustrial.

A estimativa da entidade é que 434.429 postos de tra­balho temporário sejam ofer­tados entre setembro e dezembro deste ano, ante 394.935 empregos originados no mesmo período de 2017. O Natal é a principal data para o comércio, seguida do Dia das Mães e Páscoa. O pico de contratações no comércio, de acordo com a associação, acontece em novembro.

O número previsto para contratações temporárias es­te ano (434.429) fica ainda mais representativo se comparado ao total de vagas de 2016, quando foram geradas 355.322 oportunidades. Nesse caso, a alta sobe para 22%, mas ainda longe de alcan­çar o número registrado no fim de 2014, quando 490.435 pessoas retornaram ao mercado de trabalho, antes da crise econômica se intensificar e deixar um histórico de desemprego, estagnação da economia e baixo poder de consumo.

RETOMADA

Considerada uma oportunidade de recolocação profissional mais rápida, no mercado de trabalho formal, além de porta de entrada para o emprego efetivo, a previsão de alta para contratações temporárias neste fim de ano reforça as conjecturas de retomada da economia brasileira.

A presidente da Asserttem, Michelle Karine, destaou que em momentos de incerteza econômica a contratação tem­porária representa uma alternativa mais viável às empresas, que precisam ter condições de atender à demanda aquecida, seja no comércio ou na produção de bens e mercadorias, na indústria.

“Nesses momentos, fica difícil para as empresas investirem em despesas fixas, diante de receitas flutuantes. Esse tipo de admissão se destaca nesse contexto, pois é a única modalidade de contratação com prazo flexível na legislação trabalhista brasileira, atendendo as necessidades transitórias com maior eficiência”, afirmou.

Além da indústria, res­ponsável por puxar a alta na contratação de temporários, a modernização da Lei 6019/74, em vigor desde abril de 2017, também trouxe crescimento na geração desse tipo de vagas, por trazer atualizações importantes, como a ampliação do prazo do contrato temporário, de 90 para até 180 dias, podendo ser prorrogado por mais até 90 dias se a necessidade perdurar. (Reportagem Local)

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