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Atila decide até terça se revoga decreto de calamidade financeira assinado por Alaíde

Atila decide até terça se revoga decreto de calamidade financeira assinado por Alaíde
Atila: “Havia contenção de gastos, mas trabalhávamos bem com o que tínhamos”. Foto: Roberto Mourão/PMM

Em seu primeiro pronunciamento depois de reassu­mir a Prefeitura de Mauá, Atila Jacomussi (PSB) afirmou ontem (13) que deve definir até a próxima terça-feira se revogará o decreto que instituiu, no dia 7 de julho, o estado de calamida­de financeira no município.

A medida foi adotada pe­la então prefeita em exercí­cio, Alaíde Damo (MDB), sob alegação de forte desequi­líbrio nas contas públicas. Com o decreto, os prefeitos se livram temporariamente das punições previstas pelo descumprimento da Lei de Res­ponsabilidade Fiscal (LRF).

Atila lembrou que herdou R$ 1,3 bilhão em dívidas globais e quase R$ 400 milhões em débitos de curto prazo do antecessor Donisete Braga, mas não decretou estado de calamidade financeira por­que não queria transferir res­­ponsabilidades. “Nossa res­­pos­­­ta às dificuldades era o tra­­­balho. Tínhamos conten­ção de gastos, mas minha equi­pe traba­lhava muito bem com os recursos que tínhamos”, afirmou Atila, durante entrevista coletiva concedida no Paço.

“Vamos conversar com a equipe de governo até o fim de semana para avaliar o que herdamos em 1º de janeiro de 2017 e o que recebemos ago­ra da Alaíde”, prosseguiu.

Atila afirmou que preten­de se reunir na próxima semana com re­presentantes da Fundação do ABC para discutir o contrato de gestão da rede de saúde da cidade.

No último dia 28, a prefeitura anunciou o rompimento do vínculo com a FUABC e a retomada da gestão do sistema. Porém, três dias depois, re­cuou da decisão e abriu negociações com a entidade, a fim de elaborar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O documento contempla­ria a repactuação da dívida superior a R$ 123 milhões da prefeitura com a entidade e o tempo de permanência da FUABC à fren­te dos serviços até que uma nova empresa fosse contratada.

“Vamos nos reunir com a fundação para avaliar qual TAC está sendo discutido com o Mi­nistério Público, até porque não vou assinar algo que, depois, não possa cumprir”, afirmou.

O prefeito disse desconhe­cer que esteja em andamento na prefeitura pro­cesso li­citatório para a con­trata­ção de Organização So­cial de Saúde (OSS) que vai assu­mir os serviços atualmen­te prestados pela fundação.
Atila afirmou também que vai reavaliar o encerramento do convênio com a Santa Casa de Saúde de Mauá, que interrompeu o atendimen­to pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no último dia 31. “O convênio com a Santa Casa foi uma bandeira da nossa campanha.”

Socialista promete retomar atendimentos no pronto-socorro do Hospital Nardini

 Atila Jacomussi prometeu  retomar programas criados durante sua gestão e in­terrompidos no governo inte­rino de Alaíde Damo (MDB).
“Vamos retomar todos os ser­viços paralisados durante o governo interino”, afirmou o socialista, citando o programa Café do Trabalhador.

Atila também prometeu retomar os atendimentos no pronto-socorro do Hospital Mu­nicipal Dr. Radamés Nardini – que, sob a gestão de Alaíde, deixou de ser “porta aberta” e passou a atender apenas casos de urgência, ginecologia, psiquiatria e ortopedia.

“Saúde voltará a ser prioridade em meu governo”, dis­se o prefeito, ressaltando que vai reinaugurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Itapark entre­gue por Alaíde em agosto.

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