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Barcos marca, e Cruzeiro derrota o Palmeiras

Barcos marca, e Cruzeiro derrota o Palmeiras
O Palmeiras, de Willian, pressionou o Cruzeiro sem sucesso. Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

Hernán Barcos, 34 anos, foi arti­lheiro do Palmeiras e campeão da Copa do Brasil de 2012. Só não jogou as duas partidas da final contra o Coritiba por ter sido operado às pressas para retirada do apêndice. Seis anos depois, pode tirar seu antigo clube do torneio mata-mata. O que no futebol é chamado de “lei do ex”.

A partida ficou marcada também por um polêmico gol de Antonio Carlos, nos acréscimos, anulado pela arbitragem. Seria o empate.
O atacante argentino fez o gol da vitória do Cruzeiro por 1 a 0, ontem (12), no Allianz Parque, pela partida de ida das semifinais. A volta será no próximo dia 26, no Mineirão.

O Cruzeiro joga pelo empate para ir à final. Se vencer pela diferença de um gol, o Palmeiras leva a decisão aos pênaltis. Caso ganhe com dois ou mais gols de vantagem, se classifica. Na Copa do Brasil, o gol como visitante não é critério de desempate.

O passe para o gol de Barcos foi feito por Robinho, outro ex-palmeirense. Só faltou Egídio – vilão da eliminação do time paulista na Libertadores do ano passado (perdeu pênalti contra o Barcelona-EQU) – também ter participação decisiva. O lateral está no Cruzeiro.

O gol aos 4 minutos, quando Barcos saiu com a bola diante de Weverton e apenas deslocou o goleiro, deixou o Cruzeiro ainda mais confiante de que seu esquema de se retrair e sair com toques rápidos era correto. Ainda mais porque o Palmeiras se sentiu obrigado a ir mais para o ataque.

Com um pouco mais de precisão de Robinho nos passes, os mineiros poderiam ter levado ainda mais perigo.

O Palmeiras também tentava tocar a bola com velocida­de para envolver a defesa ad­versária. Moisés acertou a tra­ve em jogada individual e Bor­ja tentou chute de longe.

Quanto mais o tempo passava no primeiro tempo, mais a torcida se enervava com o que acreditava ser cera do Cruzeiro. A irritação passou da arquibancada para o campo.

Dudu, conhecido pelo nervosismo, levou cartão amarelo. Chegou a pedir para o árbitro Wagner Reway consultar o VAR para mudar a decisão de um lateral. O médico do Cruzeiro e Barcos se enfureceram com os maqueiros que tentaram tirar o argentino de campo quando este estava caído no gramado. Weverton reclamou do tempo gasto.

As constantes consultas do juiz ao sistema eletrônico também tiraram Mano Menezes do sério. O técnico sinalizou que a arbitragem deveria confiar mais no que estava vendo.

Esperava-se que o Palmeiras voltasse para o segundo tempo para pressionar, mas isso não aconteceu. O primeiro chute ao gol após o intervalo ocorreu apenas aos 18 minutos, com o lateral Mayke.
Como todas as equipes dirigidas por Mano Menezes, o Cruzeiro era disciplinado taticamente e paciente para ter a chance para sair da defesa. A estratégia usada nas quartas de final, contra o Santos (quando venceu fora de casa e se deu ao luxo de perder no Mineirão), funcionou mais uma vez.

A partir dos 37 minutos, os donos da casa tiveram um jogador a mais após a expulsão de Edílson por colocar a mão na bola. Ele já havia recebido cartão amarelo. Antes disso, Felipão havia mudado o ataque, trocado Borja por Arthur.

Começou a pressão. Lucas Lima acertou a trave e, no último lance da partida, Fábio saiu do gol, largou a bola e Antonio Carlos fez o gol. O árbitro invalidou o gol, determinando que houve falta no goleiro. Os palmeirenses reclamaram muito.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS
Weverton; Mayke, Antônio Carlos, Dracena e Diogo Barbosa; Bruno Henrique (Marcos Rocha) e Thiago Santos (Lucas Lima); Willian, Moisés e Dudu; Borja (Artur). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CRUZEIRO
Fábio; Edilson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Robinho (Bruno Silva), Thiago Neves e Arrascaeta (Rafinha); Barcos (Raniel). Técnico: Mano Menezes.

Gols: Barcos, aos 4 minutos do primeiro
tempo. Ár­bi­tro: Wagner Reway (MT). Renda:
R$ 2.732.380,98 (32.960 pagantes) Estádio: Allianz Parque, em São Paulo, ontem à noite.

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