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Atila Jacomussi é reempossado na Prefeitura de Mauá após 126 dias e dá início à transição

Atila Jacomussi é reempossado na Prefeitura de Mauá após 126 dias e dá início à transição
Atila estava afastado do Paço mauaense desde 9 de maio, quando foi preso. Foto: Divulgação

O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), reassumiu ontem (12) o cargo depois de ficar afastado pouco mais de quatro meses por ter sido preso no âmbito da ope­ração Prato Feito, da Polícia Fe­deral, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

O socialista chegou ao Pa­ço Municipal no final da tarde e, pouco antes das 18h, assinou o ato de posse acompanhado do pai e pre­sidente da Câma­ra, Admir Jacomussi (PRP), e da mu­lher, Andreia Rolim Rios.
Em seguida, segurando uma bandeira de Mauá, Ati­la acenou da janela de seu gabinete para dezenas de apoiadores que, durante boa parte do dia, aguardavam por notícias em frente ao prédio da prefeitura.

“Durante quase 125 dias estive afastado por uma medida judicial de exercer o direito que Deus me deu de go­vernar para o povo. A justiça foi feita! Agradeço a Deus por tornar possível a continuidade do nosso sonho de fazer uma cidade melhor! Agradeço a minha família que esteve ao meu lado em todos os momentos. Agradeço ao povo de bem de Mauá pelas orações. Agora peço a Deus que nos dê sabedoria para conduzir nossa cidade. Quero afirmar que Mauá não tem um prefeito só, tem 470 mil”, escreveu Atila, no Facebook.

A reportagem apurou que a agora vice-prefeita, Alaíde Damo (MDB), não passou o dia no gabinete.

Na última terça-feira, o socialista teve liminar de­fe­rida pelo ministro do Supre­mo Tribunal Federal (STF) Gil­mar Mendes para reconduzi-lo ao cargo. Porém, o STF precisava inicialmente informar o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) da decisão. Somente depois des­se trâmite é que a prefeitura foi notificada, o que ocorreu durante a tarde, e Atila pôde ser reempossado.

A transição teve início ontem pela manhã, com reunião da qual participaram o presidente da Câmara e o secretário de Governo de Alaíde Damo, Antônio Carlos de Lima.

Juntamente com Atila devem retornar ao Paço Municipal boa parte dos secretários exonerados por Alaíde Damo nos quatro meses em que comandou a prefeitura interinamente. Entre esses nomes figuram os de Márcio de Souza, que comandou a chefia de gabinete e a Secretaria de Comunicação; Israel Aleixo, braço-direito de Jacomussi e que ocupava a supe­rintendência da empresa de Saneamento Básico de Mauá (Sama); e de Andreia.

A expectativa é de que as alterações no pri­meiro escalão sejam anunciadas a partir de hoje, quando o prefeito fará seu primeiro pronunciamento público após o retorno ao Paço e concederá entrevista coletiva, a partir das 10h.

ENTENDA O CASO

Atila e o então secretário de Governo do município João Gaspar (PCdoB) foram presos no dia 9 de maio após a Polícia Federal encontrar na casa do prefeito R$ 85 mil e na do secretário, R$ 588 mil e € 2.985 em espécie, sem origem justificada.

Segundo a PF, ambos te­riam participado de suposto esquema de desvio de verbas da União destinadas à Educação em contratos para o fornecimento da merenda escolar. O socialista nega as acusações.
Atila foi solto em 15 de ju­nho, depois que Gilmar Men­des deferiu habeas corpus para libertar o prefeito, que es­tava preso na penitenciária de Tre­membé, no Interior paulista.

O tribunal, contudo, impôs à época restrições ao socialista, como não retornar ao cargo nem frequentar as dependências da prefeitura.
No mês passado, o prefeito teve negados dois pedidos para retornar ao Executivo – um pelo próprio TRF-3 e o outro pelo STJ.

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