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Programa de Márcio França repete ações de Alckmin e defende ‘dignidade para professores’

Em 52 páginas, o programa de governo de Márcio França (PSB), governador de São Paulo candidato à reeleição, repete ações de Geraldo Alckmin (PSDB), de quem foi vice, ao mesmo tempo em que dá verniz social às propostas para o estado.

As propostas foram apresentadas nesta terça (14), junto com sua candidatura, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O governador não inscreveu a sua candidata a vice, a coronel da PM Eliane Nikoluk (PR) -a reportagem não conseguiu contato com a campanha para falar sobre o registro.

No programa, há seções que tratam exclusivamente de ações para mulheres, negros, a comunidade LGBT e pessoas com deficiência.
Em abril, logo após tomar posse, França disse que a Polícia Militar poderia ser mais eficiente se não tivesse que atender a tantas brigas domésticas. Agora, as diretrizes que apresentou à Justiça Eleitoral ele diz que quer criar, caso eleito, a Ronda Maria da Penha para combater a violência contra a mulher -a proposta está listada entre suas medidas para segurança e administração penitenciária.

Na segurança, França defende “ampliar a integração entre as polícias civil e militar, aprimorando a capacidade de investigação”. A proposta já constava entre as diretrizes de Alckmin e contradiz a ideia do pessebista de transferir a Polícia Civil da Secretaria de Segurança Pública, que também gere a PM, para a de Justiça.

O governador defende que, na Justiça, delegados teriam maior capacidade para investigar e criou um grupo de trabalho no Palácio dos Bandeirantes para discutir a mudança, que só pode ser feita por meio de aprovação do Legislativo.

França manteve os planos que vem mencionando em discursos e entrevistas, como o programa de alistamento civil de jovens e a universalização do acesso à Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) para egressos do ensino médio público, em cursos como pedagogia e contabilidade.

Criticada por João Doria (PSDB), seu adversário na corrida ao Bandeirantes, a proposta de adotar a contribuição de melhoria ficou de fora do programa de governo. França vinha defendendo instituir uma cobrança de quem tenha imóveis valorizados pela construção de uma obra pública, como estações de metrô e linhas de trem.

Na educação, França promete valorização salarial “de forma permanente” para os professores -nos três primeiros anos do governo Alckmin, a categoria ficou sem reajuste, assim como outros servidores estaduais. Filiado ao PSB, partido de centro-esquerda, o governador recebeu sindicalistas e cosutma dizer que pretende melhorar a relação do funcionalismo público com o governo.

Nos transportes, o pessebista replicou metas que já estavam nas propostas de seu antecessor, sem grandes novidades. Por exemplo: implantar uma nova malha ferroviária ligando a Região Metropolitana de São Paulo ao Porto de Santos, concluir o trecho norte do Rodoanel e consolidar a hidrovia Tietê-Paraná, estimular novos aeroportos, fortalecer a Agência Reguladora de Transporte

França, assim como Alckmin, promete concluir o túnel Santos-Guarujá. Em seu Facebook, chegou a anunciar uma ponte entre as duas cidades, inclusive com uma perspectiva de como ficaria a obra quando pronta. A promessa, já feita por gestões tucanas, não entrou no plano de governo.

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