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Alckmin diz que presidencialismo é campanha da canelada e que é preciso alianças

O candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira (14) que o presidencialismo é uma campanha de baixo nível e de canelada e justificou seu arco de aliança com partidos fisiológicos argumentando que, sem apoio, não é possível se aprovar nada no Congresso.

Alckmin disse que as principais reformas que pretende implementar -política, previdenciária, tributária e de Estado- mexem na Constituição, o que exige apoio de grande parte do Congresso (308 deputados e 49 senadores).

“Quem prometer mudança sem ter o mínimo de aliança não vai fazer nada”, afirmou Alckmin, rebatendo as críticas de adversários.
Além de fechar aliança com PTB, PPS e PSD, Alckmin tem apoio do chamado centrão, bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e SD.

Em evento com presidenciáveis promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), ele comparou os sistemas de presidencialismo e parlamentarismo e afirmou que o primeiro, praticado no Brasil, é feito na base da canelada.

“O presidencialismo é uma campanha de baixo nível. No parlamentarismo, discutem ideias, propostas. O partido que ganha, o seu líder ascende a primeiro-ministro. O presidencialismo é o embate de pessoas, o embate de personalidades, canelada. Qual o lado bom do presidencialismo? É a força do voto. Quem ganhar vai ter 55 milhões, 60 milhões de votos. […] Tem que aproveitar essa legitimidade e não deixar a sociedade se afastar”, afirmou.

Ao comentar o reajuste proposto por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) para eles mesmos, Alckmin disse que eles deveriam dar o exemplo.

“O problema não são os 11 ministros do Supremo, que, aliás, estão sem reajuste há alguns anos. O problema é o efeito cascata. Você tem muita vinculação no Brasil. Claro que o momento não é adequado e quem está no topo da pirâmide deve dar o exemplo”, afirmou.

O candidato também confirmou que vai nesta quarta-feira (15) à promotoria do Patrimônio Público Eleitoral em São Paulo. Ele é suspeito de improbidade administrativa por suposto recebimento de cerca de R$ 10 milhões em caixa dois da Odebrecht para abastecer suas campanhas ao Governo de São Paulo em 2010 e 2014.

No campo da economia, Alckmin disse que usaria a tributação de dividendos para compensar a redução do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e a CSLL (contribuição social sobre o lucro líquido).
O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, abriu durante o evento uma enorme faixa detalhando a burocracia para se abrir e fechar empresas. O candidato prometeu reduzi-la.

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