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Explosão em unidade da Usiminas deixa feridos em Ipatinga

Um gasômetro da siderúrgica Usiminas, em Ipatinga (MG), explodiu no início da tarde desta sexta-feira (10) e provocou pânico entre os moradores da cidade, que sentiram o impacto de tremores. Segundo o Corpo de Bombeiros e a empresa, a situação foi logo controlada, e o gás foi cortado para evitar vazamentos.

Os Bombeiros informaram que 34 pessoas foram encaminhadas a um hospital local –todas prestavam serviço para a Usiminas e nenhuma ficou em estado grave. Uma pessoa sofreu corte no rosto causado por um estilhaço, outra tem suspeita de intoxicação, e as demais tiveram tontura ou mal súbito pela inalação de gás ou pelo pânico.

Ainda não se sabe a causa da explosão no tanque reservatório de gás. O gasômetro continha uma mistura de gases, chamada LDG (Linz Donawitz Gás), usada na produção de aço. Também chamado de gás de aciaria, tem como principal componente o monóxido de carbono.

A Usiminas desligou os dois outros gasômetros, reservatórios que ficam a cerca de 100 metros daquele que explodiu, e a planta industrial está fechada. Por meio de aparelhos que medem gases, os bombeiros comprovaram que não havia vazamento de gás e, portanto, nem a necessidade de esvaziar bairros próximos.

A região chegou logo após a explosão em meio ao pânico de moradores, que trocavam mensagens sobre a necessidade de deixar suas casas. A fábrica fica na região central de Ipatinga, a 215 km de Belo Horizonte. A fumaça foi vista de diversos pontos da cidade.

Segundo os bombeiros, o gás presente no gasômetro se queimou na explosão e o restante foi dispersado.

Não houve incêndio decorrente da explosão. O que ocorreu, ainda segundo o Corpo de Bombeiros, é que materiais próximos ao tanque pegaram fogo devido ao aquecimento. Os focos também já foram controlados.

Há dois dias, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e Região, um funcionário morreu na usina de Ipatinga devido a um vazamento de gás na tubulação do gasômetro.

Luis Fernando Pereira, 38, estava em uma escada, a uma altura de oito metros, quando começou a inalar o gás.

O sindicato afirma que não houve o socorro devido por parte da Usiminas. A empresa informa, porém, que o funcionário foi levado ao hospital. A Usiminas diz ainda que o vazamento não ocorreu no gasômetro, mas na máquina de despoeiramento, que fica em outro local da empresa.

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