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Centrais protestam na Paulista contra reformas trabalhista e da Previdência

Ato teve participação dos metalúrgicos do ABC, que realizaram assembleias em São Bernardo e Diadema
Ato unificado foi realizado em São Paulo e em outras 13 capitais brasileiras: Adonis Guerra/SMABC

Oito centrais sindicais fecharam as três faixas da avenida Paulista no sentido Paraíso, na Capital, para protestar contra desemprego, reforma trabalhista e reforma da Previdência. Segundo as centrais, houve atos em ou­tras 13 capitais brasileiras.

O “Dia do Basta” foi rea­lizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central, Inter­sindical, Conlutas e Central Geral dos Tra­balhadores dos Brasil (CGTB). As entidades elegeram como principal foco de críticas os empresários e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em frente ao prédio da Fiesp, sindicalistas se re­ve­zaram no microfone para co­brar empregos que seri­am gerados com reforma tra­balhista. O contrato intermitente foi duramente atacado. Segundo o presidente da UGT, Ricardo Patah, “o tra­balho intermitente é análogo a escravidão.” O presidente da CUT, Vagner Freitas, pediu a revogação da reforma traba­lhista e a proteção à previdência pú­blica e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O preço da gasolina, do gás e das contas de luz também foi atacado pelos representantes da central. Os manifestantes caminharam até a sede da Petrobras, também na avenida Paulista, pa­ra manifestar contra privatização de empresas públicas.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC uniu-se às centrais no ato unificado. Antes, porém, os trabalhadores participaram de assembleias em fábricas da ca­tegoria, em São Bernardo e Diadema.

“Estamos travando hoje (ontem) mais uma etapa de nossa luta contra os ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo neste go­verno. Defendemos um mundo mais solidário, em que as pes­soas tenham empregos com carteira assinada, boas condições de trabalho, saúde e educação públicas”, disse o presidente do sindicato, Wagner Santana, em assembleia realizada em fren­te à Mercedes-Benz, ainda durante a madrugada.

Os bancários, que estão em campanha salarial, paralisou a agências da Avenida Paulista.

CAMPANHA

Em diversos momentos, o público e oradores puxaram gritos pedindo a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril em Curitiba (PR). Ape­nas a Intersindical declarou apoio a outro candidato, Gui­lherme Boulos (PSOL).

Miguel Torres, presidente em exercício da Força Sindical, afirmou que as centrais farão um documento com as reivindicações e levarão a todos os presidenciáveis. “Para que ninguém fale que não sabe o que queremos. Falta emprego. Não dá mais para deixar os trabalhadores na rua da amargura”, reclamou.

 

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