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Candidata, Regina Gonçalves é hostilizada e ameaçada em grupo de WhatsApp

Candidata, Regina Gonçalves é hostilizada e ameaçada em grupo de WhatsApp
Regina Gonçalves registrou Boletim de Ocorrência. Foto: Arquivo

A ex-secretária de Habitação de Diadema e candidata a deputada federal Regina Gonçalves (PV) foi alvo de ofensas com palavras de baixo calão e ameçada de morte por integrantes de um grupo de WhatsApp. Na última sessão da Câmara, a bancada do PV registrou Manifestação de Desagravo, segundo a qual “o episódio revelou o lado mais deplorável do machismo”.

A Comissão da Mulher Advogada da subseção Diadema da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu nota de repúdio sobre o caso. “Enquanto figura pública, (Regina) tem andado pela cidade totalmente desprotegida e essa violência que recebeu precisa de cuidados. Ela já tomou as providências. Fez Boletim de Ocorrência e essas pessoas já foram identificadas. Da parte da OAB, Regina tem todo nosso olhar enquanto mulher que necessita nesse momento de atenção”, destacou Marilza Nagasawa, presidente da OAB de Dia­dema.

Marilza, que acompanhou Regina à delegacia para registrar o BO, afirmou que os ataques são visivelmente machistas. “É a única mu­lher na cidade que se dispõe a sair candidata, e já exerceu outros cargos políticos. Então, por conta dessa mulher forte e decidida que é, que exis­tiram esses ataques, com a finalidade de fazer com que pare a pré-campanha. Porém, co­nhecendo a Regina, ela não vai parar por conta disso. Servirá de força para continuar.”

HOSTILIZAÇÃO

Segundo consta no requerimento apresentado na Câmara, Regina fazia pré-campanha na Vila Olinda, no Jardim Ca­nhema, quando foi hostilizada pelo frequentador de um bar. A verde, que entrou no esta­belecimento e conversou com o indivíduo, percebeu que estava sendo filmada, mas segundo o documento, “continuou a falar com serenidade e educação”. O vídeo foi exposto em grupos de Whats­App e recebeu comentários machistas, com uso de palavras de baixo calão, além de ameaça contra sua vida.

Marilza afirmou que o inquérito já foi aberto. “Ela apresentou material escrito e com áudios contra uns cinco homens. Já teve início o inquérito para investigação, na qual vão ser identificados esses homens. Alguns já foram identificados por conta do número de telefone e de apelidos. Eles podem responder por ameaça, difamação e injúria contra Regina”, destacou.

A assessoria de imprensa da pré-candidata informou, por meio de nota, que “com pouco mais de 10% de participação feminina no Congresso Nacional, o país tem hoje o pior índice de representação no Legislativo na América Latina, segundo dados do IBGE. A baixa representação ainda faz da política área extremamente restrita ao universo masculino, no qual a mulher luta diaria­mente para conseguir ser respeitada e buscar seus espaços. Infelizmente, a mulher ainda é subjugada no meio político”.

Segundo a nota, quanto ao episódio ocorrido no último fim de semana, “a pré-candidata acredita que deve ser tratado como um caso isolado, praticado por um grupo de homens que, embora pertençam à oposição, demonstraram o seu pior, de forma truculenta, machista e preconceituosa contra a mulher e a política Regina Gonçalves no seu exer­cício político feminino”.

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