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CPI da Assembleia Legislativa realiza vistoria no Hospital Radamés Nardini

Nardini é alvo de vistoria de CPI que investiga contratos com OSSs
Deputados questionaram andar em obras há mais de quatro anos e equipamentos amontoados. Foto: Divulgação / AEC

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que investiga contratos com Organizações Sociais da Saúde (OSSs) rea­lizou diligência nesta quinta-feira (9) no Hospital Nardini, em Mauá. A unidade foi selecionada, segundo os deputados estaduais, a partir de denúncias publicadas nos últimos meses pela imprensa e de queixas enviadas à comissão por usuários.

Desde 2010, a unidade é administrada pela Fundação do ABC, inicialmente, por meio de convênio e, há quatro anos, por contrato de gestão, com custo mensal de R$ 9,5 milhões.

Segundo o presidente da Comissão, Edmir Chedid, foi encontrada uma série de pro­blemas durante a diligência. “Vimos um andar inteiro que está em obras há mais de quatro anos. Encontramos muitos equipamentos amontoados. Alguns até novos, embalados. Também encontramos muitos móveis e materiais sem uso, que já deveriam ter sido dispensados em outro local”, afirmou.

DOCUMENTOS

A CPI pediu uma série de documentos à FUABC, dentre os quais a relação de empresas quarteirizadas que prestam serviços no hospital, um balanço das dívidas atuais da unidade e a relação completa de funcionários demitidos e contratados desde janeiro de 2017 (para averiguar denúncias de possível ingerência política no Nardini).

À prefeitura, a comissão solicitou, entre outros itens, cópias do contrato de gestão do hospital e das auditorias realizadas, explicações sobre a paralisação das obras e uma posição oficial sobre o futuro da unidade caso a parceria com a FUABC seja rompida, como sinaliza a OSS.

CRISE

O Nardini enfrenta grave crise. A Fundação ABC cobra da prefeitura dívida de R$ 120 milhões e, recentemente, chegou a suspender a realização de cirurgias para não fechar a unidade. A prefeitura contesta os valores. Além do Nardini, a FUABC é responsável por 20 postos de saúde e três Unidades de Pronto-Atendimento.

No mês passado, a fundação e a prefeitura celebraram um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com o Ministério Público que, entre outras medidas, mudou o sistema de atendimento no hospital.

Agora, a unidade cuida somente de casos de urgência, ginecologia e obstetrícia, psiquiatria e ortopedia. Para os demais casos, os atendimentos são feitos nas UPAs da cidade.

“A população vem sofrendo muito aqui”, disse Edmir Chedid. “E o que é mais impressionante: não tinha ninguém para responder por isso aqui.”

 

Um comentario

  1. Tomara q tais trabalhos se intesifiquem e venham para aqui em Ribeirão Pires, pq com essa tal de Santa casa de Birigui, sei não muita sujeira.

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