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Nota de crédito da Prefeitura de Diadema sobe para ‘B’

Nota de crédito de Diadema sobe para ‘B’
Michels: “Diadema, passo a passo, está avançando e assim seguirá. Está nota do rating é uma boa notícia para a cidade”. Foto: Arquivo

A Prefeitura de Diadema informou que a nota de risco do município, o chamado ra­ting, subiu junto a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e a Caixa Econômica Federal (CEF) de “C” em 2017 para “B” em 2018. A elevação do rating possibilita que o município obtenha empréstimos e financiamentos junto a bancos públicos.

Segundo a administração municipal, o aumento da nota de crédito é resultado da boa capacidade de geração de poupança, após cobrir despesas e recuperação de parte da dívida ativa, indicando melhora na inadimplência e equilíbrio no nível de endividamento.

“Apesar da grave crise financeira que assola o país e de Diadema sofrer seus impactos, o município está avançando. A prefeitura estava quebrada em 2013, com R$ 2,5 bilhões em dívidas. Os indicadores registrados desde o início do mandato estão mudando. Diadema, passo a passo, está avançando e assim seguirá. Está nota do rating é uma boa notícia para a cidade”, afirmou o prefeito Lauro Michels (PV).

FINANCIAMENTOS

A análise de risco tem como base as demonstrações contábeis e cronograma de pagamentos de dívida disponível no Sistema de Análise da Dívida Pública, Operações de Crédito e Garantias da União, Estados e Municípios, bem como, de acordo com o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) e informações disponíveis no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do setor Público Brasileiro. Com isso fica assegurado que o município tem condições de arcar com financiamentos.

Uma das metas de Lauro Michels é viabilizar a cons­trução do novo Hospital Municipal. As atuais instalações do HM são de propriedade do INSS, que deu prazo de 90 dias para desocupação do prédio. A notificação foi enviada à prefeitura dia 15 de junho.

Segundo a prefeitura, o imóvel não permite intervenções para ampliação do espaço e a demanda atendida é muito maior que a capacidade física instalada. O HM atende sem restrição em todos os dias da semana, nas 24 horas, sendo, segundo a administração municipal, a única referência hospitalar da cidade para urgência e emergência nas áreas de cirurgia geral, ortopedia, clínica médica; psiquiatria e obstetrícia. Funcionando como hospital de “portas abertas”, recebe também acidentados do sistema Anchieta-Imigrantes, rodoanel e municípios vizinhos.

A prefeitura afirmou que desde o início da gestão Michels, em 2013, vem traba­lhando para resolver o impasse com o INSS. Segundo o governo municipal, um processo de doação do imóvel tramitando no Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão desde 2013. Porém, segundo a prefeitura, alternativa seria a construção de um novo hospital.

“A prefeitura elaborou o projeto-básico para a cons­trução de um novo complexo hospitalar em área própria, conseguiu o financiamento com a Caixa Econômica Fe­deral, devido ao aumento da nota do rating e enviou a minuta do projeto para apreciação na Câmara em dezembro de 2017. Até o momento o projeto não foi para votação”, destacou Lauro Michels.
O novo complexo hospitalar tem objetivo de ampliar a rede de atenção básica, de forma a atender a demanda de leitos para a complementação da rede assistencial da cidade, além de incorporar ferramentas físicas e tecnológicas que permitam ampliar o conceito de efetivo acolhimento.

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