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Sob impacto da greve dos caminhoneiros, vendas no varejo recuaram 0,6% em maio

Sob impacto da greve dos caminhoneiros, vendas no varejo recuaram 0,6% em maio
Venda nos supermercados foi menos atingida pela greve. Foto: Arquivo

O volume de vendas do varejo brasileiro recuou 0,6% em maio na comparação com abril, praticamente descontando o avanço de 0,7% registrado naquele mês, informou ontem (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a maio de 2017, o setor avançou 2,7%. No ano, acumula alta de 3,2%.

A expectativa em pesquisa da agência Reuters era de baixa de 1,2% na comparação mensal e de avanço de 2,15% sobre um ano antes.
Seis das oito atividades pesquisadas pelo IBGE caíram no mês. Os recuos mais intensos foram observados em livros, jornais, revistas e papelarias (-6,7%) e combustíveis e lubrificantes (-6,1%). Artigos de uso pessoal e doméstico registraram estabilidade.

O setor de hipermercados, supermercados, produtos ali­mentícios, bebidas e fumo, com expansão de 0,6% na base mensal e de 8% no volume a­nual, foi a atividade que teve o maior impacto positivo no desempenho global do varejo.

Segundo o IBGE, esse segmento foi o menos afetado pela greve de caminhoneiros – devido, em grande parte, à comercialização de itens de necessidade básica.

A paralisação de cami­nhoneiros começou dia 21 de maio e durou 11 dias. Bloqueios em estradas do país levaram ao desabastecimento de alimentos e combustíveis.

“A manutenção da massa de rendimentos reais habitualmente recebida e a redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio são fatores que vêm sustentando o desempenho positivo do varejo”, informou o instituto, em nota.

 

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