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Paulo Serra solicita relatório técnico sobre centro logístico

Paulo Serra solicita análise  sobre centro logístico
Empreendimento está projetado para ocupar entorno do pátio de manobra da MRS. Foto: Arquivo

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), solicitou que a Secretaria de Meio Ambiente produza relatório técnico sobre o centro logístico que a empresa Fazenda Campo Grande Logística e Participações pretende construir no bairro Campo Grande, a 4 quilômetros de Paranapiacaba. “Pedi análise de todos os documentos, de tudo que foi feito, no sentido de eventuais prejuízos ambientais que possam ocorrer. Vão me entregar até o final do mês, para termos mais base para alguma tomada de decisão”, declarou.

O processo de licenciamento do empreendimento está parado desde o dia 28 de junho, quando decisão li­minar suspendeu a realização de audiência pública que seria promovida naquela data para apresentar o projeto à sociedade civil. A empresa recorreu da decisão e teve o pedido indeferido pelo relator Nogueira Diefenthaler, da 1ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente do Tribunal de Justiça (TJ-SP).

“Temos olhado muito de perto, pois há a preocupação de fazer o melhor. A prefeitura não participou da discussão do empreendimento, porque nosso órgão ambiental não teria nem condição técnica de análise. A compensação não passa por nós. É tudo com o governo do Estado”, justificou. “É uma área municipal e entramos justamente nesse circuito pela gravidade e pelo tamanho do que pode ser um problema”, completou.

PROCESSO SUSPENSO

A suspensão da audiência atendeu pedido de ação po­pular impetrada pelo advogado e ambientalista Virgilio Alcides de Farias, presidente do Movimento em Defesa da Vida do ABC, que reivindicou a suspensão da audiência e também a do processo de licenciamento ambiental, invalidação de leis e decretos que permitem o empreendimento e condenação dos requeridos (o prefeito Paulo Serra/PSDB e o secretário de Meio Ambiente, Donizeti Pereira/PV) em condutas de improbidade administrativa.

Sobre a citação no processo, Serra avaliou como equívoco. “Não temos caneta, para falar o português mais claro, para decidir. Não fui notificado formalmente. Não sei se o juiz vai considerar isso, porque é absolutamente descabido”, pontuou.

O centro logístico que a Fazenda Campo Grande Logística e Participações pretende construir vai ocupar área de 4,7 milhões m², distribuídos em três glebas situadas às margens da Ferrovia Santos-Jundiaí, no entorno do pátio ferroviário Campo Grande. Desse total, 20% – o equivalente a 91 hectares, ou 910 mil metros quadrados – serão desmatados e os demais 80%, preservados. O projeto prevê investimentos de R$ 780 milhões e a implementação total do centro logístico em até 25 anos.

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