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Parreira defende permanência de Tite na seleção

Parreira defende permanência de Tite na seleção
Parreira: “Temos grandes jogadores e um grande time, mas faltou experiência”. Foto: Joosep Martinson/Fifa

Treinador da seleção na conquista do tetracampeonato, Carlos Alberto Parreira, 75 anos, defendeu ontem (12) a permanência de Tite no comando da equipe brasileira.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já formalizou o convite para Tite continuar no último sábado logo após a derrota para a Bélgica, pelas quartas de final da Copa da Rússia. O treinador, porém, pediu um tempo para responder.

“Pela primeira vez o Brasil caiu nas quartas de final, não ganhou a Copa, e vi grande parte da imprensa pedindo a continuidade do treinador, com os torcedores também aceitando essa ideia. O trabalho foi bem feito. Essa mudança de comportamento é muito positiva”, disse Parreira, que integra grupo de estudos técnicos da Fifa.

Parreira, inclusive, citou co­mo exemplo o trabalho feito por Óscar Tabárez, que está no comando da seleção uruguaia desde 2006. O Uruguai foi eliminado nas quartas de final após perder para a França.

Treinador da equipe brasileira também na Copa de 2006, quando foi eliminado nas quartas de final, e coordenador técnico do time no Mundial do Brasil, quando foi derrotado pela Alemanha por 7 a 1, Parreira afirmou que faltou experiência ao grupo atual na Rússia.

“Temos grandes jogadores, grande time, mas faltou experiência. Poderíamos ter ido mais longe, mas a Bélgica nos surpreendeu na primeira parte da partida. A Copa é decidida nos detalhes”, disse o ex-treinador, que fez comparação com a equipe que disputou o Mundial da Alemanha.

“Você precisa de muita preparação e que tudo funcione ao mesmo tempo para ser campeão. Se precisasse só de talento, o Brasil ganharia todas as Copas. Talento não é o suficiente. Em 2006, tínhamos os melhores jogadores, mas faltou fome de vencer”, acrescentou.

NEYMAR

Parreira também comentou sobre o atacante Neymar, alvo de críticas durante o Mundial por simular faltas e reações consideradas exageradas após as infrações.

“Pode ter havido exagero da parte dele, mas tudo sobre Neymar ganha grande repercussão. Essa Copa deve servir para ele como grande lição. Neymar vai fazer a diferença jogando futebol, com a qualidade que tem. Deixa os problemas de arbitragem para os juízes resolverem”, disse.

Marco Van Basten, ex-atacante holandês e que também faz parte do grupo de estudos técnicos da Fifa, ironizou as simulações do atacante do Paris Saint-Germain. “É sempre bom ter humor no jogo. Neymar faz as pessoas rirem”, ironizou.

 

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