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Metalúrgicos entregam às bancadas patronais pauta da campanha salarial

Metalúrgicos entregam às bancadas patronais pauta da campanha salarial
Assembleia realizada na semana passada em Diadema aprovou pauta de reivindicações. Foto: Adonis Guerra/SMABC

Os 14 sindicados ligados à Federação Estadual dos Meta­lúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (FEM-CUT) en­tregam hoje (13), às bancadas patronais, a pauta de reivindicações da campanha salarial deste ano, a primeira a ser realizada após a entrada em vigor da reforma trabalhista.

Às 9h30 ocorre a entrega da pauta para o Grupo 3, que reúne os sindicatos das indústrias de autopeças (Sindipe­ças), forjarias (Sindforja) e de parafusos (Sinpa), na sede do Sindipeças, na Capital. À tarde, as demais bancadas patronais receberão os represen­tantes da FEM-CUT na sede da Fe­deração das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), também na Capital.

A FEM-CUT representa cerca 200 mil me­­talúrgicos no Estado, dos quais 71 mil em São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Do total estadual, cerca de 35 mil trabalhadores das montadoras estão fora da campanha salarial, uma vez que as negociações nessas empresas são específicas.

A campanha é a primeira desde o início da vigência da reforma trabalhista, em novembro do ano passado. Entre outras mudanças, a nova legislação determinou o fim da ultratividade, que é o entendimento de que cláusulas negociadas por meio de acordo coletivo continuem válidas até que outra negociação co­letiva as modifiquem.

Exatamente por isso, a manutenção das cláusulas so­ciais tornou-se o principal eixo da campanha sala­rial deste ano. Também com­põem a pauta de reivindicações a geração de empregos e a reposição da inflação, com aumento real nos salários.

“Antes existia a ultratividade e, por isso, se as partes não fechassem um acordo, o antigo continuaria a valer. Hoje as cláusulas sociais têm a mesma importância que as econômicas”, alertou o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva, ao jornal Tribuna Metalúrgica.

“No ano passado, quem fez campanha salarial em setembro ou outubro teve a chance de se prevenir, e conseguimos incluir nos acordos cláusula de proteção que estabelecia que qualquer item da reforma só seria adotado após negociação. Obviamente, neste ano, o empresariado vai querer avançar, mas acredito que, para implementar algum ponto mais espúrio da reforma, a classe patronal vai buscar as categorias menos organizadas e representadas por sindicatos pequenos, e só depois impor isso a bancários, metalúrgicos”, disse em maio, ao Diário Regio­nal, o presidente do sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.

A pauta de reivindicações foi aprovada pelos metalúrgicos do ABC durante assembleia rea­lizada no último dia 5 na regional do sindicato, em Diadema. A data-base da categoria é 1º de setembro.

Nos últimos anos, diante da dificuldade nas negociações com as bancadas patronais, tem crescido o núme­ro de acordos fechados diretamente com as empresas.

 

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