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Doria diz que será mais duro que Alckmin na segurança

O pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes João Doria (PSDB) se contrapôs nesta quarta (11) à gestão do tucano e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin e disse que, se eleito, será “muito mais duro” na área da segurança pública. Padrinho do ex-prefeito paulistano, Alckmin governou São Paulo de 2001 a 2006 e de 2011 a abril deste ano.

Doria ressaltou que São Paulo tem os melhores índices de segurança do país, mas, segundo ele, a sensação de insegurança aumentou, sobretudo nas cidades do interior. “Tenho rodado o interior do estado e fico preocupado ao ver que, até nas pequenas cidades, o índice de criminalidade cresceu muito. Aliás no interior, há 10, 15 anos, não havia esse medo que hoje é determinado pela criminalidade”, afirmou Do­ria em entrevista à rádio Jovem Pan. “Na área de segurança, serei muito mais duro e não haverá nenhum tipo de condescendência.”

O pré-candidato prome­teu maior investimento na inteligência, reavaliar o salário e aumentar o contingente das polícias. Segundo Doria, o número de policiais vem diminuindo por causa da falta de reposição. Criticou o sistema carcerário em São Paulo e, sem dar muitos detalhes, propôs que todos os detentos do estado tra­balhem. “É bizarro imaginar que um prisioneiro controle operações de bandidagem e assassinatos. Isso vai mudar.”

PRIVATIZAÇÃO

Em relação à Petrobras, Doria afirmou ser favorável à privatização da empresa. “Temos de terminar com o monopólio público, espero que Alckmin, sendo eleito presidente, proponha o fim da Petrobras e sua privatização.” Alckmin já disse que, se eleito, manterá a estatal.
Doria voltou a negar qualquer possibilidade de se candidatar ao Planalto. O tucano reconheceu que há certo distanciamento de Alckmin em eventos públicos, mas afirmou que o ex-governador passará a fazer campanha a seu lado a partir do mês que vem. “Alckmin é o meu candidato”, disse.

Sobre o fato de Alckmin não decolar nas pesquisas de intenção de voto, Doria disse que seu colega de partido precisa “voltar a fazer campanha”. Afirmou que não aceitaria apoio de Jair Bolsonaro para sua candidatura, pois o presidenciável do PSL tem ideias “extremistas”. “Não desrespeito quem o apoia. Precisamos de um país que vá para frente, mas não é preciso empunhar armas e destruir economia e nem ‘venezualizar’ o país para isso”, disse. Procurado, Alckmin não se manifestou.

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