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Aumenta rumor de que esposa de Atila Jacomussi será exonerada

Aumenta rumor de que esposa de Atila Jacomussi será exonerada
Andreia Rios também é presidente do Fundo Social de Solidariedade. Foto: Divulgação/Câmara Mauá

Ganharam força, ontem (11), os rumores que a prefeita interina de Mauá, Alaíde Damo (MDB), teria exonerado a secretária de Políticas Públicas para Mulheres e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Andreia Rios, esposa do prefeito afastado, Atila Jacomussi (PSB). Andreia é a última integrante ligada ao grupo dos Jacomussi que ainda permanece na administração municipal. Apesar de a informação ter sido divulgada em vários veículos de comunicação, a exoneração não foi confirmada pela administração municipal. A secretária cumpriu expediente normalmente nesta quarta-feira.

Alaíde vem, desde que assumiu interinamente o cargo de prefeita, remontando a equipe de primeiro escalão com nomes de sua confiança. O discurso de governo de continuidade foi mantido até que o ex-chefe de gabinete e secretário de Comunicação, Marcio de Souza, uma dos mais próximos a Atila, foi exonerado.

Depois foi a vez do ex-superintendente da Saneamento Básico de Mauá (Sama) e presidente do PSB local, Israel Aleixo. Após a saída de Souza e Aleixo, foi declarada guerra entre os grupos, com os aliados de Atila acusando os Damo de agir no “tapetão”. O PSB, que conta com um vereador na Câmara, Samuel Ferreira dos Santos, o Samuel Enfermeiro, deve se reunir hoje (12) para deliberar sobre a postura da sigla na oposição ao atual go­verno. Alaíde também trocou os comandos das secretarias de Educação, Governo, Relações Institucionais e Obras.

A saída de Andreia da administração deve ocorrer nos próximos dias. O governo es­taria aguardando que ela mesma se desligasse, devido ao bom relacionamento que mantém com a ex-deputada estadual e filha de Alaíde, Va­nessa Damo (MDB). Apesar de estar com seus direitos políticos suspensos até 2020, após ser enquadrada na Lei da Ficha Limpa, Vanessa tem forte influência sobre as decisões da mãe.

Atila está afastado do cargo por determinação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) desde 15 de junho, após ficar preso entre 10 de maio e 15 de junho. O socialista foi detido em flagrante após a Polícia Federal encontrar R$ 87 mil em espécie em sua casa, sem origem declarada. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Prato Feito, que investiga supostos esquemas de desvios de recursos de me­renda e uniforme escolar em 30 cidades paulistas.

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