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Paciente denuncia furto dentro do Hospital de Diadema

Os comerciantes Lilian Santos Xavier Medeiros e Ricardo Alexandre Medeiros de Almeida afirmam que tive furtada, dentro do Hospital Municipal de Diadema, a quantia de R$ 3,5 mil. Ambos relataram que os cartões de crédito e o talão de cheques de Almeida também foram retirados de seus pertences. A prefeitura nega que tenha havido furto.

O comerciante foi internado na madrugada do dia 25 de junho com uma crise de apendicite. “Ele passou mal e quando chegamos ao hospital, imediatamente foi encaminhado para a internação. Uma funcionária me alertou que tirasse tudo que fosse de valor que estivesse com ele, porque, segundo ela, ‘ali roubam tudo”, afirmou a esposa de Almeida. “Entretanto, com toda a situação, só lembrei da aliança porque vi na mão dele”, destacou.

Lilian relatou que foi orientada a entrar em uma sala para pegar a roupa do marido. Porém, segundo a comerciante, antes de entrar no local foi impedida por poucos minutos por uma enfermeira, que logo depois liberou sua passagem. “O tênis dele estava bem enrolado naquele papel de maca, mas a jaqueta e a calça não. Estavam apenas emboladas”, relembrou.

Apenas na quarta-feira (27), quando Almeida teve alta, foi que deram falta do dinheiro, do cartão e do talão de cheques. “Já em casa, ele me pediu a carteira, que estava no bolso da jaqueta. O dinheiro era para pagar a escola dos nossos filhos”, explicou. Lilian afirmou que os dois voltaram ao hospital e foram orientados a registrar uma reclamação com o ouvidor.

“Não tem câmeras de segurança. Não tem controle nenhum de quem visita. Eu mesma entrei só falando o nome do paciente, ou seja, qualquer pessoa pode ouvir o nome de alguém e entrar”, reclamou. O casal registrou, na sexta-feira passada (29), boletim de ocorrência por furto.

ATENDIMENTO

Em nota, a Prefeitura de Diadema informou que, conforme informado pela própria esposa do paciente durante o atendimento na Ouvidoria do Hospital Municipal, ela acompanhou a admissão do marido no serviço. “Nesse caso, quando a internação acontece com a presença de familiar/acompanhante, o protocolo do Hospital é o de confiar as roupas do paciente ao familiar/acompanhante já no momento da admissão, o que, neste caso, aconteceu no dia 25 de junho. Assim, não se trata de ter dado ‘à equipe médica sua carteira’, mas de ter trocado suas roupas para a realização do procedimento e as mesmas, com demais pertences, foram entregue sà esposa”, relatou o comunicado.

“Conforme protocolo já explanado, as roupas e o que eventualmente pudesse estar nelas não ficaram sob a tutela do hospital, mas entregues aos familiares/acompa­nhantes. O registro na Ouvi­doria aconteceu no dia 29 de junho, dois dias depois da alta e quatro dias após a admissão do paciente. O paciente foi orientado, conforme procedimento re­gular, a registrar o Boletim de Ocorrência. O Hospital Municipal e a Secretaria de Saúde permanecem à disposição”, concluiu a nota.

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