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Em último evento permitido, Temer assina MP do saneamento

Em último evento permitido, Temer assina MP do saneamento
Temer: “números do saneamento são inaceitáveis”. Foto: José Cruz/Agência Brasil

No limite do prazo imposto pela legislação eleitoral, que veda anúncios relativos a obras e programas públicos nos três meses que antecedem as eleições, o presidente Michel Temer (MDB) intensificou a agenda de eventos e participou de cinco cerimônias ao longo desta semana.

Na manhã desta sexta (6), Temer fez um evento em auditório fechado no Palácio do Planalto. Na cerimônia, assinou uma Medida Provisória que atua­liza o marco legal do setor de saneamento básico.

O presidente disse que os números sobre saneamento básico no Brasil são inaceitáveis, mencionando que 35 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a água e que mais de 100 milhões sem acesso a coleta de esgoto. “Não podemos permitir isso. São números inaceitáveis.”

De acordo com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, a Medida Provisória trará celeridade para o saneamento básico e aumentará a segurança jurídica. O texto, que ainda não foi divulgado, será enviado para aprovação do Congresso.

O evento desta sexta será o último lançamento de programa por Temer até o fim do prazo eleitoral. A partir de hoje (7), há uma série de ações vedadas a agentes públicos, a fim de evitar que a estrutura da máquina pública seja utilizada para favorecer candidatos. Com isso, a participação do presidente em agendas públicas ficará bem restrita.

Ao longo da semana, Temer participou de eventos de setores da indústria, de financiamento para produtores rurais, liberação de microcrédito e assinou o programa Rota 2030, que traz incentivos para a indústria automotiva.

Nas diversas cerimônias, Temer repetiu feitos de seus dois anos de governo, como ações ligadas ao Bolsa Família, reforma trabalhista e relembrou a melhora de alguns indicadores econômicos, como queda da inflação e da taxa de juros. “Esse é um governo que promove reformas estrutu­rais, para resolver problemas estruturais. Nunca quisemos soluções paliativas que geram aplausos fáceis. Ganha o aplauso amanhã e o desprezo depois de amanhã”, disse.

Temer chegou a estudar disputar as eleições de outubro para novo mandato como presidente. Com baixa popularidade, o emedebista anunciou sua desistência em concorrer ao cargo em maio e seu partido, o MDB, oficializou o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato.

CARTILHA

Preocupado com as restrições impostas pelo calendário eleitoral, o governo lançou uma espécie de cartilha com orientações sobre quais condutas estão vedadas a partir de hoje. O material tem como objetivo tentar evitar processos judiciais por utilização da máquina pública para propaganda eleitoral.

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