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Paralisia de Alckmin em São Paulo esfria sua relação com Márcio França

A inação do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo fez com que esfriasse a sua relação com o governador do estado, Márcio França (PSB).

No entorno de França, uma sequência de episódios levou ao acúmulo de frustrações com o tucano, cuja viabilidade eleitoral agora é questionada.

O grupo do atual governador paulista diz que, se não conseguir o apoio de DEM, PP, Solidariedade e PRB, Alckmin não desbancará Jair Bolsonaro (PSL) para garantir uma vaga no segundo turno.

O tucano está atrás nas pesquisas do capitão da reserva inclusive em São Paulo.

Em conversas privadas, o entorno de França mostra descrença em Alckmin. Sua capacidade de articulação política e de avaliação de cenário é chamada, sem cerimônia, de péssima.

Ao abrir as portas para o PDT de Ciro Gomes em sua chapa à reeleição, como antecipado pelo Painel, o atual governador deu o sinal do afastamento.

O pessebista vinha trabalhando para que seu partido, se não apoiasse Alckmin nacionalmente, ao menos liberasse França para isso em São Paulo. Agora, admitindo se coligar com Ciro, o governador mostra que desistiu de tentar fazer algum tipo composição.

A falta de posicionamento claro do tucano em seu reduto eleitoral reforça a sensação de fragilidade de sua candidatura, dizem aliados de França.

Ciro, por outro lado, é considerado um candidato inteligente e competitivo, cujo maior desafio é driblar o PT.

Desde que deixou o Palácio dos Bandeirantes, em abril, Alckmin tenta desviar do duplo palanque em São Paulo, mas acabou gerando incômodo tanto do lado de França como no de João Doria, pré-candidato a governador pelo PSDB.

O presidenciável, que tem quatro mandatos no governo paulista no currículo, não atendeu a convites de Doria para eventos de sua campanha tampouco participou de inaugurações com França.

Um dos principais auxiliares de Alckmin, Márcio Aith nega o afastamento entre o tucano e seu sucessor. “Eles conversaram neste domingo (1º) e mantêm um canal de diálogo permanente”, disse.

Para o estrategista eleitoral do tucano, as viagens de Alckmin criam a falsa impressão de que tenha se ausentado da política paulista.

No Palácio dos Bandeirantes, no entanto, o clima é outro –diferente de quando o então vice assumiu o cargo.

“Eternamente governador Geraldo Alckmin, amigo e companheiro, sou e serei leal ao seu legado”, discursou França na cerimônia de posse. “Saiba que no dicionário cravado nas nossas almas e guardado no coração, só há uma palavra que precede a palavra lealdade… É gratidão!”, declamou.

Nos círculos pessebistas, hoje, ressente-se do insucesso do tucano em evitar que Doria entrasse na disputa. França chegou até a sugerir que o ex-prefeito da capital fosse vice na chapa presidencial tucana, sem sucesso.

Alckmin é presidente do PSDB, mas não se impôs para evitar candidatura própria em São Paulo nem para que seu partido apoiasse o PSB em estados onde tem candidaturas competitivas como Distrito Federal, Espírito Santo e Pernambuco.

O argumento de França a favor de Alckmin acabou perdendo força no PSB, inclinado a apoiar o PT ou o PDT de Ciro

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