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Vereador de São Bernardo ataca veículos de comunicação e se diz perseguido

Mario de Abreu ataca veículos de comunicação e se diz perseguido
Mario de Abreu é suspeito de liderar esquema de cobrança de propina. Foto: Reprodução Facebook

O vereador de São Bernardo e ex-secretário de Gestão Ambien­tal, Mario de Abreu (PSDB), que teve em 20 de junho sua prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça, emitiu nota, por meio de sua assessoria, na qual ataca os veículos de comunicação e se diz perseguido.

Abreu está foragido e é acusado de liderar organização criminosa e cobrar propina para liberação de multas ambientais, concessão de licenças ambientais e auto­rizações para supressão de ve­getação no município, enquanto esteve à frente da pasta.

A nota afirma que, “parece que alguns veículos de im­prensa se transformaram em verdadeiras máquinas de moer gente, publicando insinuações e omitindo fatos relevantes. Quanto ao pedido de prisão, motivado por alegada intimidação de testemunha, já traz em seu bojo o nome do responsável pela alegada intimidação, mas que, sem explicações, foi omitido por alguns veículos de comunicação”.

A alegação da assessoria é que além de Abreu, outras seis pessoas tiveram a prisão preventiva decretada: André Luiz Poleti, Izaias Antonio de Araujo, Tiago Alves Martinez; Sergio de Souza Lima, Simone Cristina de Lima Brito, João Antonio Vieira Cambaúva, e que foi Sergio de Souza Lima quem teria ameaçado testemunhas.

No entanto, no site do TJ, consta a mesma decisão para todos: “Nos autos do recurso em sentido estrito 0032732-98.2017.8.26.0564, em trâmite na 4ª Câmara Criminal do TJSP, foi proferida decisão nos seguintes termos: ‘Presentes portanto o ‘fumus comissi delicti’ e o ‘periculum libertatis’, revelando-se extrema e comprovada necessidade da prisão cautelar, decreta-se a prisão preventiva, expedindo-se os respectivos mandados de prisão”.

Silêncio

A nota afirmou ainda que Abreu, seguindo instruções de seus advogados, tem se mantido em silêncio para não atrapalhar as estratégias da defesa, mas “para restabelecer a verdade, destaca o fato citado (referente a Sergio Lima)”. A comunicação defende que o parlamentar não se entregou de imediato à Justiça pelo temor de “uma motivação inexplicada do Ministério Público, reveladas em suas ações intempestivas”. A assessoria frisou que “forças ocultas” estão atuando na elaboração de matérias sobre o assunto e que essas mesmas incentivam uma campanha na tentativa de destituir o vereador de seu mandato legítimo.

“Ressaltamos que o vereador Mário de Abreu é investigado e o julgamento está em curso, o que torna mais estranho ainda o pedido de prisão. Portanto, o processo não está concluso, não transitou em julgado e investigado não é sinônimo de culpado e nunca o será”.

A defesa aguarda julgamento de novo recurso, após negativa de habeas corpus pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, levando em conta que Abreu possui endereço físico pessoal e profissional amplamente conhecido. Sergio Lima e Simone aguardam julgamento de habeas corpus; os pedidos de HC de Tiago Martinez, Izaias Araujo e João Cambaúva foram negados, conforme site do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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