Política-ABC, São Bernardo do Campo

TJ decreta prisão de vereador de S.Bernardo Mario de Abreu

TJ decreta prisão de vereador de S.Bernardo Mario de Abreu
Mario de Abreu é suspeito de liderar esquema de cobrança de propina. Foto: Reprodução/Facebook

O desembargador Euvaldo Chaib, da 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, decretou ontem (19) a prisão preventiva do ex-secretário de Gestão Ambiental e atual vereador de São Bernardo Mario de Abreu (PSDB). O parlamentar é acusado de liderar organização criminosa e cobrar propina para liberação de multas ambientais, concessão de licenças ambientais e autorizações para supressão de vegetação no município, enquanto esteve à frente da pasta.

Também foi decretada a prisão do ex-diretor de licenciamento ambiental do município Sergio Souza de Lima, do ex-servidor municipal Tiago Alves Martinez e também de André Luiz Poleti, Izaias Antônio de Araújo, João Antônio Cambauva e Simone Cristina de Lima Brito. Abreu e os demais servidores foram exonerados assim que a operação foi deflagrada. Os acusados são investigados na Operação Barbatana, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em novembro.

De acordo com o Ministério Público, houve tentativa de cumprimento dos mandados na manhã desta quarta-feira, mas os acusados não foram localizados. Agora são todos considerados foragidos da Justiça. A prisão preventiva dos acusados havia sido pedida em novembro, mas foi negada.

O relator do recurso entendeu que a prisão preventiva era necessária tendo em vista o poder econômico e influência política dos membros da organização criminosa, além da suposta intimidação de testemunhas e vítimas no curso do processo. O vereador não foi localizado para comentar.

Histórico

A Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram a Operação Barbatanas em 31 de outubro. Foram cumpridos mandados de prisão no gabinete do então secretário e em sua residência. Exonerado no mesmo dia, Abreu retornou ao Legislativo e se licenciou do cargo no dia seguinte, por um período de 45 dias. À época, o parlamentar alegou inocência. Uma mensagem em um grupo do Whatsapp, enviada por uma ex-funcionária que contava que deu o carro em troca da vaga na Secretaria de Gestão Ambiental, foi o que deu início às investigações.

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