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Justiça nega moradia definitiva a sem-teto do largo do Paissandu

A Justiça negou pedido que obrigava prefeitura, estado e União a destinar uma moradia definitiva às famílias de sem-teto acampadas há mais de um mês no largo do Paissandu, no centro de São Paulo.

Na audiência nesta quarta (13), o juiz Djalma Moreira Gomes deferiu apenas um dos pedidos das defensorias públicas de São Paulo e da União: o pagamento do auxílio-aluguel por tempo indeterminado.

A Defensoria de SP afirmou que irá recorrer da decisão para pedir aumento no valor das prestações, fixado em R$ 400 por mês, e exigir a alocação das famílias em um imóvel. No pedido, os órgãos sugeriram três imóveis que consideram ociosos e que estariam aptos a receber os moradores.

Desde o desabamento, cerca de 50 famílias acampam no largo do Paissandu por se recusarem a ir aos abrigos da gestão Bruno Covas (PSDB).

O pagamento das parcelas do auxílio-aluguel por tempo indeterminado é uma das promessas da Secretaria de Habitação para convencer as famílias a saírem do largo. O benefício será pago por 12 meses pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e, depois, a prefeitura irá arcar com as parcelas.

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