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Atila Jacomussi e João Gaspar são denunciados por lavagem de dinheiro

Atila e Gaspar são denunciados por lavagem de dinheiro
Foram apreendidos mais de R$ 600 mil na casa dos acusados. Foto: Divulgação/Polícia Federal

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), por lavagem de dinheiro, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), e o ex-secretário de Governo e Transportes João Gaspar (PCdoB). Os dois políticos estão presos desde 10 de maio, após a Polícia Federal apreender em suas residências quantias em di­nheiro vivo, sem origem justificada. Na casa de Atila havia R$ 87 mil e na de Gaspar, R$ 588 mil e US$ 2.985.

As apreensões foram feitas no âmbito da Operação Prato Feito, que apura su­postos esquemas de desvio de recursos de contratos de merenda escolar, uniforme escolar e material didático em 30 municípios paulistas.

De acordo com a denúncia da PF, que investigou os supostos crimes por três anos, Gaspar recebeu em 2016, para a campanha do então deputado estadual a prefeito, R$ 138 mil do empresário Carlos Zeli Carva­lho, proprietário da Reverson Ferraz da Silva – ME. A empresa firmou, em 2017, contrato com a Prefeitura de Mauá para fornecimento de uniforme escolar, no valor de R$ 8,3 milhões.

Gaspar foi flagrado por escutas da PF negociando vantagens com gestores das prefeituras de Peruíbe e São Vicente, no litoral de São Paulo, enquanto ainda era assessor parlamentar de Atila. O Diário Regional mostrou, em matéria pu­blicada em 19 de maio, que das 29 empresas investigadas, sete delas já tiveram ou ainda têm contratos com administrações municipais do ABC, movimentando total de R$ 21,403 milhões desde 2003. Em Mauá as empresas receberam R$ 14,713 milhões.

Tremembé

Os políticos estão desde 30 de maio no Presídio de Tremembé, no Interior de São Paulo, presos preventivamente. Ambos aguardam julgamento de pedidos de habeas corpus, Atila pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, e Gaspar pelo TRF, pelo desembargador Fausto de Sanctis.

O advogado de Gaspar, Roberto Guimarães, afirmou que a denúncia não altera a expectativa sobre o habeas corpus. “A denúncia apenas materializa o início da ação penal. O que precisa ser avaliado é se o acusado pode responder ao processo em liberdade”, pontuou.

O defensor afirmou, ainda, que aguarda parecer do TRF-3 sobre a possibilidade de absorção de foro por João Gaspar, já que Atila dispõe de foro privilegiado. A defesa do prefeito informou que não teve acesso à denúncia e, por isso, não vai comentar.

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