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Quando o amor acontece…

Quando o amor acontece...
Natalia e Arun se conheceram no Chile e casaram na Índia. Foto: Arquivo pesoal

Hoje, 12 de junho, data em que se comemora o Dia dos Namorados, é natural os casais relembrarem o momento em que se conheceram. Seja na tradicional balada com os amigos, ou, graças à tecnologia, nos aplicativos de relacionamento, todo mundo tem uma história para contar. Que pode ser comum ou inusitada, como uma manifestação contra o governo ou o encontro de uma brasileira e um indiano – que fala português! – no Chile. O Diário Regional celebra o amor e conta essas histórias que não escolheram “o momento ideal”, simplesmente aconteceram.

A estudante Natalia Rafael, de 31 anos, morava em São Bernardo quando em 2015 fez uma viagem ao Chile. Lá, no deserto do Atacama, conheceu o futuro marido Arun Kumar, de 35 anos. “Estávamos hospedados no mesmo hotel, os dois em férias”, lembrou. Para sua surpresa, o indiano falava português. “Por conta disso, a gente de falou de uma forma muito natural”, completou. Natalia aceitou em 2016 o convite de ir para a cidade de Chennai, na Índia – onde se casaram – e tem se adaptado à cultura e costumes de outro país, com a segurança que fez a escolha certa. “Me senti muito segura a respeito de quem e como ele é”, pontuou.

Para a família, a mudança não foi uma dificuldade. “Aceitaram tranquilamente. Acredito que a facilidade dos meios de comunicação que temos na atualidade também contribuem para dar mais segurança àqueles que estão longe de casa”, detalhou. “Ganhei um amigo, um parceiro e conheci muitas pessoas e lugares que nunca cogitei antes”, completou. Questionada sobre “o que é o amor”, Natália afirmou que acha difícil essa resposta, mas acredita que o amor “esteja no companheirismo, amizade, no respeito de um pelo outro, na nossa rotina diária”. Atualmente, o casal está no Brasil.

Fora Temer!

 

Quando o amor acontece...
Silmara Mateus e Alex Caíres: “amor é construção”. Foto: Arquivo pessoal

Se em uma viagem o amor pode acontecer, por que não em uma manifestação? No ano passado, Silmara Mateus, de 25 anos, estava em um ato contra o governo do presidente Michel Temer (MDB), tocando na batucada. Foi quando o analista de Marketing Alex Caíres, de 28 anos, a viu. Porém, quis o destino que Silmara só o visse no dia seguinte, em uma formação do movimento social do qual os dois participam.

“Estávamos em Jarinu (no Interior de São Paulo), algumas pessoas se perderam e outros foram ao resgate. Então, o conheci no dia 1º de abril de 2017 saindo de um carro, com um sorriso enorme, depois de ter ficado horas rodando no meio do nada”, relembrou.

Avessos a contos de fadas, o casal não espera pelo “felizes para sempre”, mas acredita na construção de um relacionamento. “Não temos certeza que ficaremos juntos para todo o sempre, acho que ninguém tem. Porém, temos a certeza que agora queremos estar juntos, que nos amamos, e essa certeza veio com o tempo, fomos construindo – e estamos sempre em construção – no dia a dia, com coisas pequenas”, relatou a educadora. “Um carinho aqui outro acolá, um café da manhã na cama, ele pondo compressa de água quente na minha barriga quando estou com cólica; nas viagens juntos, nos atos, nas análises de conjuntura que fazemos, quando vou ao médico acompanhá-lo e vice-versa e até nas discussões. Esses momentos já estão eternizados em nossas memórias”, completou.

Caíres contou que percebeu que Silmara era a pessoa que havia escolhido para dividir e compartilhar sua vida quando enxergou o desejo e a necessidade de estar perto dela e fazer parte de sua vida, rotina, sonhos e desejos. “O amor é uma construção. É, sem dúvida, a melhor maneira de viver a vida. Uma tarefa bastante complexa e ao mesmo tempo prazerosa e rica”, ressaltou. Com o namoro, o analista tem, em suas palavras, “acessado outros mundos, como o da cultura popular, a formação da identidade da mulher negra, a compreensão da luta contra o racismo, o respeito, a solidariedade e o afeto bem como uma série de coisas novas e boas que fazem parte do meu novo ‘eu’ pós o início desta relação incrível”.

“Acredito que o amor está em aceitar o outro como a pessoa é, mas não deixar de fazer críticas construtivas, no carinho compartilhado, naquela saudade que bate quando a pessoa não está por perto (mesmo que esteja no cômodo do lado), nos mimos oferecidos e recebidos, nas brigas bobas que acabam nos abraços acalorados (ou em outras coisas), são muitas coisinhas que resultam em amor. Amor é construção diária”, destacou Silmara.

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