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Presidente do IBGE confirma impacto de greve dos caminhoneiros no PIB

Presidente do IBGE confirma impacto de greve dos caminhoneiros no PIB
Olinto: “É inegável que houve uma crise de oferta”. Foto: José Lucena/Futura Press/Folhapress

O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto, disse ontem (11) não ter dúvida que a paralisação dos caminhoneiros terá reflexos no Produto Interno Bruto (PIB), mas que ainda não é possível fazer projeções.

“Sem dúvida nenhuma, (a greve) vai ter impacto, mas precisamos ter cuidado ao analisá-lo”, disse Olinto, durante café da manhã com jornalistas. O presidente do IBGE preferiu ter cautela ao comentar projeções do mercado.

Ontem, a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central com analistas do mercado financeiro mostrou queda na projeção do PIB de 2018 para 1,94%, ante 2,18% na semana anterior. Pela primeira vez em 18 semanas, o mercado reduziu também a projeção para 2019, de 3% para 2,80%.

“É inegável que houve cri­se de oferta, mas o país vive processo eleitoral, o que gera crise e uma série de projeções que têm outros interesses. Então, o cuidado do IBGE tem de ser redobrado”, comentou o presidente do instituto.

Segundo Olinto, um dos pontos sensíveis é a “destruição de mercadorias perecíveis” durante os dias de paralisação. Produtos não perecíveis que ficaram presos nas estradas acabaram chegando ao mercado depois do fim da paralisação, ressaltou Olinto.

Os números do PIB do segundo trimestre serão divulgados no dia 31 de agosto. No primeiro trimestre, a economia brasileira cresceu 0,4%, superando projeções de ana­listas ouvidos pela Bloomberg, que falavam em 0,3%.

O IBGE tenta aprovar no governo concurso para a contratação de até 1.800 trabalhadores, com o objetivo de repor pessoal que está dei­xando o instituto por tempo de aposentadoria.

Segundo Olinto, esse é o número de funcionários que se aposentaram nos últimos oito anos. Atualmente, diz o presidente do IBGE, cerca e 10% do quadro de empregados tem abono permanência, ou seja, já cumpriu os requisitos para se aposentar mas continuam trabalhando.

“Temos 536 agências pe­lo país, das quais 13 agências sem ninguém e 46 com uma única pessoa. Em 60% deles, tem gente com abono permanência”, afirmou. “Em quatro meses em 2018, 220 pessoas se aposentaram.”

O instituto tem hoje cerca de 5,3 mil empregados. Olinto defendeu uma revisão do marco regulatório da estatística no Brasil, de forma a criar a obrigação de repor quadros do IBGE periodicamente.

 

PIB deve cair com paralisação, diz presidente interino da Fiesp

O efeito da paralisação dos caminhoneiros sobre a indústria ainda não foi quantificado, segundo o presidente interino da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Roriz Coelho, mas virá com a redução do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

Coelho reuniu-se na tarde de ontem (11) com o minis­tro da Fazenda, Eduardo Guardia, para tratar de assuntos como a paralisação e a carga tributária sobre a indústria.

Presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Coelho assumiu o comando da Fiesp da na semana passada, após Paulo Skaf deixar a entidade para concorrer às eleições deste ano.

Segundo o presidente interino da entidade, o PIB deste ano não deve ultrapassar crescimento de 2%.

 

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