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José de Filippi: ‘a agenda do golpe se esgotou’

José de Filippi: ‘a agenda do golpe se esgotou’
O PT se une em defesa da figura do presidente Lula, que vai ser candidato, porque a legislação permite. Foto: Divulgação/Dino Santos

O ex-prefeito de Diadema e pré-candidato a deputado fe­deral, José de Filippi Junior (PT) afirmou que “a agenda do golpe” se esgotou. A ava­liação foi feita durante evento realizado pelo PT na quinta-feira (7) em Diadema, em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que naquela data completou dois meses de prisão. O ato reuniu cerca de 150 pessoas.

“O golpe tinha quatro objetivos. Falharam na derrota eleitoral da presidente Dilma (Rousseff), não a derrotaram. Aí estabeleceram três metas: o impeachment da Dilma, o golpe, porque é uma farsa o que fizeram com ela; destruir 100% o PT, não conseguiram 100%, mas diminuímos 70%, foi o maior desastre, catástrofe eleitoral que um partido político poderia enfrentar em um período de dois anos; outro objetivo que cumpriram também foi prender o Lula. Só que acabou a pauta deles”, declarou.

Liderança

Filippi reiterou que a candidatura de Lula na disputa pela Presidência da República é a única opção do PT. “O presidente Lula é a nossa maior liderança. Fazemos este ato em solidariedade a ele, que é um preso político. Daqui cinco, dez anos, esse vai ser o fato de maior repercussão como a grande farsa que o Poder Judiciário criou, condenar o Lula por uma propriedade de um apartamento que nunca foi dele, nunca dormiu lá, uma situação absurda”, pontuou.

“Por conta disso, o PT se une em defesa da figura do presidente Lula, que vai ser candidato, porque a legislação permite que seja. Não estamos blefando. Vamos levar até o fim e tenho certeza, como dezenas de prefeitos, alguns até presos, outros condenados em primeira ou segunda instância, conseguiram ter uma liminar para falar que só vai ser considerado inelegível, com restrição a ser candidato, se for condenado em segunda instância, também conseguiremos”, completou.

Para o ex-prefeito, a situação pela qual passou o PT em 2016, que perdeu as três prefeituras do ABC e mais de 300 em todo o país, começa a ser revertida. “O Lula sofreu durante três anos ação violenta para diminuir, destruir a reputação dele e a lembrança e o carinho que tinham dentro do coração do povo. Porém, agora está voltando. Esses atos nossos têm esse papel. Há um ano, era registrado o menor índice de aprovação do presidente Lula. A tendência agora é só ir crescendo”, afirmou.

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