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Por reajuste salarial, funcionalismo de Diadema aprova paralisação dia 24

Por reajuste, servidores de Diadema aprovam paralisação dia 24
Funcionários públicos se reuniram ontem na sede do Sindema e rejeitaram proposta de reajuste. Foto: Divulgação/Mauro Pedroso

Os funcionários públicos de Diadema aprovaram na noite de ontem (17), em assembleia realizada na sede do sindicato (Sindema), paralisação de 24 horas para o próximo dia 24. A categoria rejeitou novamente a proposta de reposição da inflação feita pela administração municipal que prevê o aumento de 7,14%, parcelados em três vezes (maio, dezembro e janeiro de 2019), condicionado à aprovação, na Câmara Municipal, do parcelamento da dívida com o Instituto de Previdência do Servidor Municipal (Ipred), no valor de R$ 108 milhões.

“Hoje a gente fez um ato na Câmara, no sentido de que seja garantido que a prefeitura consiga parcelar a dívida. Pedimos apoio aos vereadores para o pagamento do débito e para reajuste salarial já”, afirmou o presidente do Sindema, José Aparecido da Silva, o Neno. “Na segunda-feira (21) temos uma reunião na Câmara para tratar dessa dívida do Ipred. No dia 2, nossa paralisação acontece no sentido de termos reajuste salarial já e uma proposta decente. A proposta que recebemos até agora é fictícia e já foi rejeitada. Queremos que a prefeitura pague a dívida e tenhamos reajuste salarial já”, frisou.

O secretário de Assuntos Jurídicos da prefeitura, Fernando Machado (PSDB), afirmou que a administração municipal ainda não foi comunicada oficialmente sobre a recusa do sindicato. “Isso é o que a prefeitura pode. Aprovar o parcelamento do Ipred não muda as projeções financeiras”, argumentou. “Anúncio de paralisação faz parte do processo de negociação da campanha salarial. Agora, o projeto de parcelamento está travado na Câmara. Fui convocado para uma reunião e vou comparecer, mas a proposta da prefeitura é essa”, reiterou.

Parcelamento

O Executivo tem urgência na aprovação do parcelamento, uma vez que o acordo incluiu montante de R$ 57 milhões referentes ao déficit atuarial de 2017, que ao ser incorporado na dívida do Ipred sai do sistema que contabiliza os gastos com pessoal e diminui a porcentagem do que a administração gasta, atualmente, com folha de pagamento. Dessa forma, Diadema fica abaixo do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 51,30% da receita corrente líquida para gastos com pessoal, atingindo 50,46%. O parcelamento foi aprovado em assembleia pelo conselho do Ipred.

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