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Petistas de Diadema criticam parcialidade no caso Maninho

Petistas criticam parcialidade no caso do ex-vereador Maninho
Josa: “entendemos que houve arbitrariedade. Mais do que nunca está provada a seletividade que a Justiça trata determinados casos e, pior do que isso, existe uma postura de partidarização”. Foto: Arquivo

Os vereadores petistas de Diadema saíram novamente em defesa do ex-vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), que está preso desde a última quarta-feira (16). Maninho e seu filho Leandro Eduardo Marinho, que também está preso, agrediram o empresário  em 5 de abril, em frente ao Instituto Lula, em São Paulo. Bettoni xingou pessoas que acompanhavam entrevista do senador Lindembergh Farias (PT), quando foi agredido pelos acusados. Ao ser empurrado, Bettoni caiu e bateu a cabeça em um caminhão que passava no local. Ambos estão respondendo por tentativa de homicídio culposo. Para os parlamentares, não está havendo imparcialidade no caso.

“Entendemos que houve arbitrariedade. Mais do que nunca está provada a seletividade que a Justiça trata determinados casos e, pior do que isso, existe uma postura de partidarização”, afirmou o vereador Josemundo Dario Queiroz, o Josa. “Não defendemos qualquer ato de violência, não se justifica, mas estamos diante de uma grande fatalidade e uma situação onde existe corresponsabilidade inclusive de quem acabou sendo vítima, mas partidarizaram a questão. Pedido de prisão da forma como se deu, a negativa do habeas corpus, coloca parte da Justiça sob uma avaliação de muito questionamento”, completou.

O parlamentar destacou eventos recentes contra figuras petistas, como o atentado à caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no sul, e situações envolvendo integrantes do PSDB, como o ex-diretor do Dersa, Paulo Preto, apontado como operador tucano em esquemas de desvios, e que foi solto beneficiado por um habeas corpus recentemente, para justificar o que chamou de injustiça. “Acompanhei de perto, conheço o Maninho e o Leandro, sei da índole dos dois, não são pessoas violentas. Vamos fazer o que?”, lamentou.

O vereador Ronaldo Lacerda declarou que há exageros na situação. “Nenhuma violência se explica, mas tem muitos fatos que não foram analisados. Fica caracterizado para nos é que, lamentavelmente, é o Maninho do PT e a sigla PT é sinal de perseguição, de marginalidade, tudo que for relacionado ao PT tem que punir com rigor excessivo, com coisas acima do que diz a lei”, pontuou. “Mesmo esse nome que a mídia tem chamado ele, ‘Maninho do PT’, nunca foi chamado assim,  é para deixar claro que é do partido. Maninho tem toda a nossa solidariedade”, pontuou.

O vereador Orlando Vitoriano, que também é advogado, comentou que em casos semelhantes ao de Maninho o entendimento da Justiça tem sido o de lesão corporal. “Foi indiciado por tentativa de homicídio culposo, mas se decreta a prisão da pessoa quando ela representa um risco para o bom andamento das investigações e aplicação da lei, o que não era o caso”, argumentou. “O Maninho tem residência fixa, tinha emprego, tem bons antecedentes. É isso que nos incomoda com relação à prisão”, completou. “Isso acaba causando uma certa revolta, porque referenda nosso pensamento, que existe uma perseguição contra o PT”, concluiu.

Um comentario

  1. Maria Rita Palladino Franco

    E eu ainda quero saber o que o empresário foi fazer em frente ao Instituto. Foi provocar? A troco de que? Continuo dizendo que lamento o desfecho da história, pois violência nunca deve ser justificada. Mas qual é a finalidade?

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