Editorias, Notícias

Operação contra pornografia infantil tem 251 presos em flagrante pelo país

Operação contra pornografia infantil tem 251 presos em flagrante pelo país
Suspeitos foram monitorados nos últimos quatro meses. Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Folhapress

Ao menos 251 pessoas foram presas em flagrante com material pornográfico nesta quinta-feira (17) em uma operação policial de combate à disseminação de conteúdo de pornografia infantil na internet. Policiais civis de 24 estados e do Distrito Federal saíram às ruas para cumprir 579 mandados de busca e apreensão, em ação coordenada pelo Ministério da Segurança Pública.

Os suspeitos foram monitorados nos últimos quatro meses pela diretoria de inteligência da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) com base em dados coletados em ambientes virtuais, como na chamada “deep web” –área da internet cujo conteúdo fica fora do alcance de mecanismos de busca tradicionais, como o Google, e que abriga na maior parte das vezes conteúdo ilegal e controverso.

Segundo o órgão, os dados apresentavam “indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva”. Esses materiais foram encaminhados para as Polícias Civis de todos os estados, que instauraram inquéritos e pediram à Justiça autorização para executar os mandados de busca e apreensão.

Foram analisados mais de 1 milhão de arquivos, o que levou à definição dos alvos dos mandados de busca e apreensão. “Todos os alvos estavam com quantidade considerável de arquivos armazenados. O mínimo foram 150 arquivos baixados, e ninguém baixa 150 arquivos sem querer.

Tem alguns com 50 mil, 80 mil e até mais de 200 mil arquivos armazenados”, afirmou o coordenador de laboratório de inteligência cibernética da Senasp, Alessandro Barreto.

Entre os presos há casos de suspeitos que já haviam sido detidos em operações anteriores – caso de um técnico de enfermagem que já havia sido alvo da operação Peter Pan, realizada pela Polícia Civil de São Paulo no ano passado para combater pornografia infantil.

“Temos casos de mulheres presas, advogados, profissionais de saúde, educadores. São pessoas acima de qualquer suspeita, e de vários perfis e de várias idades, de 20 a 60 anos”, disse Barreto.

Cooperação

Em entrevista, o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) afirmou que esse tipo de crime se internacionalizou e defendeu que haja cooperação com outros países e que haja punições mais duras para estes casos. “Acredito que nos casos desses crimes, em casos de reincidência, deveria receber uma pena maior. E também que se evitasse a soltura daqueles materialmente identificados como criminosos”, disse. “Mas quero deixar claro que não vai haver impunidade”, completou.

Atualmente, as penas por armazenamento e compartilhamento desse tipo de arquivo variam de um a seis anos de prisão. Já a produção de imagens de pornografia infantil tem como pena de quatro a oito anos de prisão.

Deixe seu comentario

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*