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Vagão de trem de 1939 é ‘resgatado’ e passará por restauro em Campinas

Um vagão de trem que no passado atendeu a Companhia Paulista de Estradas de Ferro no interior de São Paulo foi “resgatado” e será destinado a atender a Via Férrea Campinas-Jaguariúna, que opera a maria-fumaça entre as duas cidades.

Fabricado em 1939 nos EUA pela Pullmam Standart, o vagão de cargas metálico estava encostado no pátio de Campinas e era alvo da ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), que fez a solicitação à concessionária Rumo Logística, que o operava, e ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Inicialmente, segundo o diretor-administrativo da ABPF Campinas, Hélio Gazetta Filho, o vagão passará por pintura e reparos que o deixarão em condições de ser colocado em operação.

A composição deverá ser utilizada como cenário para filmagens e festas promovidas no trecho da linha férrea entre as duas cidades -24 quilômetros.

O vagão não é só mais um, pois há menos de dez de carga restaurados ou em processo de restauro no interior paulista. Eles passam por reforma numa oficina localizada na estação Carlos Gomes, em Campinas.
“A nossa ideia é conseguir salvar pelo menos mais uns seis, mesmo que sejam de modelos muito diferentes, para conseguirmos formar uma composição”, afirmou o diretor.

Inicialmente, o vagão foi projetado para operar em bitola de 1,6 metro, mas foi adaptado pela extinta Fepasa (Ferrovias Paulista S.A.) para ser utilizado na bitola de 1 metro, conhecida como bitola métrica. Bitola é a distância entre a parte interna dos trilhos.

Entre os vagões de carga preservados há três que são apenas plataformas, um metálico e todo fechado da Companhia Estrada de Ferro Leopoldina e um em madeira, que pertenceu à Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.

Na linguagem dos envolvidos com preservação ferroviária, o vagão “escapou do maçarico” -não virou sucata.

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