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Ex-vereador de Diadema, Maninho e seu filho se entregam à polícia

Maninho e seu filho se entregam à polícia
Maninho e Leandro se apresentaram no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, em São Paulo. Foto: Suamy Beydoun/Agif/Folhapress

O ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, se entregaram na manhã de ontem (16) à polícia. Os dois tiveram a prisão preventiva decretada na última sexta-feira (11), acusados de tentativa de homicídio contra o empresário Carlos Alberto Bettoni, em 5 de abril. Ambos se apresentaram no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, e de lá seguiram para o Presídio de Tremembé.

Maninho e seu filho aparecem em imagens de foto e vídeo empurrando o empresário em frente ao Instituto Lula. Bettoni passou em frente ao local e passou a ofender os presentes, que acompanhavam entrevista do senador Lindembergh Farias (PT). Quando foi empurrado, Bettoni caiu e bateu a cabeça em um caminhão que passava pelo local. O empresário desmaiou e foi socorrido a um hospital, onde ficou internado por 20 dias, com traumatismo craniano. Inicialmente, o ex-vereador e seu filho foram indiciados por lesão corporal dolosa.

O advogado de Maninho e Leandro, Roberto Vasco, explicou que a defesa vai pedir a reconsideração da decisão e aguardar o julgamento do mérito pelo Tribunal de Justiça. “Difícil prever prazos, mas acredito que em 30 dias tenhamos uma resposta”, afirmou, destacando que tanto Maninho quanto seu filho cumpriu o que determinou a Justiça. O defensor destacou que não houve tentativa de homicídio. “Quem fala: ‘vai embora, vai pra lá’, está querendo matar alguém? Foi um acidente. Um ato impensado de todo mundo, inclusive de quem provocou”, argumentou.

Inocência

Maninho estava comissionado, até ontem, no gabinete do deputado estadual Teonílio Barba (PT). O parlamentar afirmou que crê na inocência do petista e criticou a condução das investigações. “Exonerei o Maninho ontem, mas ele afirma ser inocente e eu acredito. Quero acompanhar tudo até a apuração final e lembro que o ataque ao Instituto Lula no ano passado, o ataque à caravana do presidente Lula (Luiz Inácio Lula da Silva/PT) no sul, seguem sem nenhuma informação por parte da polícia”, declarou. “Não sou a favor da violência, mas existe uma violência que está sendo praticada contra o Partido dos Trabalhadores”, concluiu.

Presidente municipal do PT em Diadema, Adi dos Santos declarou que o partido está prestando toda solidariedade ao ex-vereador e sua família. “O PT está indignado com essa decisão. Nenhum dos dois saiu de casa naquele dia para provocar ou agredir qualquer pessoa. Foram para apoiar o Lula”, argumentou. “Apareceu um provocador e eles pediram que fosse embora. Foi uma fatalidade”, concluiu.

O advogado do empresário agredido, Daniel Bialski, afirmou que espera que o processo continue correndo de forma célere. “Que seja marcada logo a audiência e que sejam punidos pelos crimes que cometeram e que meu cliente possa, dentro do possível, seguir com a sua vida”, pontuou. Sobre a alegação da defesa de que não houve tentativa de homicídio, Bialski é taxativo. “É só assistir às imagens. Alguém que empurra outro no meio da rua, passando carro, não é possível que não queria matar”, pontuou.

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