Diadema, Sua região

Denunciado por tentativa de homicídio, Maninho se entrega à polícia

Justiça nega pedido de habeas corpus de Maninho
Maninho teve prisão decretada por ter agredido empresário em frente ao Instituto Lula. Foto: Arquivo

A Justiça negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), e de seu filho Leandro Eduardo Marinho. O pedido tentava revogar a prisão decretada pela Justiça de São Paulo na última sexta-feira (11). O ex-vereador e seu filho  se entregaram nesta quarta-feira (16), em São Paulo.

Maninho e seu filho tiveram a prisão decretada após terem agredido o manifestante e empresário Carlos Alberto Bettoni, no dia 5 de abril, em frente ao Instituto Lula, na região do Ipiranga (SP). Os dois foram denunciados pelo promotor Luiz Eduardo Levit Zilberman por tentativa de homicídio por motivo torpe e cruel. O processo corre sob segredo de Justiça.

Segundo a advogada Patricia Cavalcanti, a ordem de prisão determinada pela Justiça de São Paulo “está fora de todo o contexto do processo bem como da situação fática”. Já Daniel Bialski, advogado do empresário, disse que “a prisão cautelar decretada, além de muito bem fundamentada, atende os anseios da sociedade ordeira e traz segurança para que as testemunhas e vítima possam ter tranquilidade e para depor em juízo e aguardar o julgamento pelo tribunal popular”.

O caso

Bettoni foi agredido em frente ao Instituto Lula, no dia 5 de abril, após gritar ofensas ao PT durante entrevista do senador Lindbergh Farias (RJ) à imprensa. Um dos denunciados empurrou a vítima que bateu a cabeça em um caminhão que passava pelo local. Na ocasião, manifestantes estavam reunidos em frente ao instituto por causa da notícia de que o juiz Sérgio Moro tinha expedido ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bettoni foi internado no hospital São Camilo, onde permaneceu até o final de abril.

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